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O que é a gravidade alta no espaço?

Resposta direta

Nada no espaço tem gravidade alta no sentido cotidiano; o que as tripulações sentem é uma aceleração elevada, a de um lançamento ou uma reentrada, percebida como peso extra. A gravidade alta real precisa de massa: nas nuvens de Júpiter ela puxa com 24,79 m/s², contra 9,80 m/s² da Terra. Os astronautas nunca chegam a isso.

O que é a gravidade alta no espaço?
Schweizer SGU 2-22EK

A aceleração não é gravidade

A gravidade é a atração de uma massa; a aceleração (em inglês, g-load) é a que um veículo impõe às pessoas que leva a bordo, expressa em múltiplos dos 9,80 m/s² que sentimos ao nível do mar. As duas produzem a mesma sensação, o peso, por isso os termos se confundem. Uma tripulação presa durante a subida, ou desacelerando na atmosfera superior durante o retorno, sente várias vezes seu peso normal por minutos seguidos. Isso é uma aceleração alta, e vem dos motores e do ar, não de nenhum campo gravitacional externo. O espaço em si não oferece nada parecido: entre os planetas, a gravidade é mais fraca do que forte.

Onde a gravidade é realmente alta

A gravidade alta precisa de massa, e o sistema solar guarda a maior parte da sua nos planetas gigantes. Nas nuvens de Júpiter, a atração é de 24,79 m/s², duas vezes e meia os 9,80 m/s² da Terra. Mais além, os números voltam a cair: Saturno, Urano e Neptuno ficam próximos do valor terrestre apesar de seu tamanho, porque seus raios são tão grandes que a gravidade se debilita com o quadrado da distância ao centro. A gravidade verdadeiramente extrema pertence aos objetos colapsados, onde uma massa estelar se dobra numa esfera de poucos quilômetros de diâmetro e nada material sobrevive na superfície.

Hipergravidade artificial

A única maneira de experimentar gravidade alta sustentada é fabricá-la. Grandes centrífugas fazem girar amostras, culturas celulares e, às vezes, pessoas a várias vezes a gravidade terrestre, para estudar como os organismos respondem quando o peso aumenta em vez de desaparecer; os pilotos treinam com o mesmo princípio. Essas máquinas também visam a eventual solução para a ausência de peso no espaço, já que um habitat em rotação empurraria seus ocupantes para fora, contra um piso. Nada do que voou até agora faz isso, então as tripulações continuam alternando entre minutos de aceleração alta e meses de quase nenhuma gravidade.

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