Versão do Electron
Electron with Photon
O Electron encimado pelo Photon, uma plataforma de satélite derivada do kick stage que atua primeiro como último estágio e depois funciona como satélite. Voou pela primeira vez a 31 de agosto de 2020 e, a 28 de junho de 2022, enviou a sonda CAPSTONE da NASA rumo à Lua, o primeiro lançamento lunar do Electron.

- 31 de agosto de 2020
- Primeiro lançamento
- Não
- Reutilizável
História
De estágio a nave
Na configuração «Electron with Photon» o terceiro estágio do foguetão não é o kick stage padrão, mas o Photon, uma plataforma de satélite que a Rocket Lab derivou desse mesmo kick stage. A empresa anunciou o projeto em abril de 2019 com dois objetivos: oferecer aos clientes uma plataforma pronta a voar para demonstrações tecnológicas sem desenvolver uma nave completa, e diversificar as suas receitas para além dos serviços de lançamento. Desde o início apontou a órbita lunar como meta, possibilitada por um sistema de propulsão bipropergol. O Photon é construído na fábrica da Rocket Lab em Huntington Beach, na Califórnia, comunica em banda S e pode levar motores diferentes: o Curie do kick stage, o HyperCurie — uma evolução hipergólica e de bombas elétricas do Curie — e até motores de terceiros.
A diferença prática em relação ao kick stage está no que acontece depois da implantação. A função do kick stage termina quando liberta as suas cargas; o Photon atua primeiro como último estágio do lançador e depois permanece em órbita como satélite autónomo, com a sua própria energia, controlo de atitude e comunicações. Esse duplo papel é o que distingue esta configuração do Electron.
First Light e Pathstone
A estreia deu-se a 31 de agosto de 2020 com «I Can't Believe It's Not Optical», a décima quarta missão do Electron e o seu regresso ao voo depois da falha de 4 de julho desse ano. Descolou de Mahia (LC-1A, Nova Zelândia) e o Photon, chamado First Light, colocou o satélite radar Sequoia da Capella Space, de cerca de 100 kg, numa órbita terrestre baixa de 500 km e 45°. Feito isso, o First Light passou a operar por conta própria para demonstrar os sistemas que uma longa vida em órbita exige e de que o kick stage simples carecia; levava também uma câmara de vídeo de baixa resolução para exibir a sua capacidade de alojar cargas.

A segunda unidade, Pathstone, voou a 22 de março de 2021 em «They Go Up So Fast», a décima nona missão do Electron. Antes de se converter em satélite implantou cargas para a BlackSky, a Fleet Space, a Myriota, a Care Weather Technologies, a University of New South Wales Canberra Space e o US Army Space and Missile Defense Command em órbitas de 450 km e 550 km; nesse voo a Rocket Lab pôs em órbita o seu satélite número 100. O Pathstone foi uma demonstração de redução de risco para a missão lunar da NASA, testando a gestão de energia e térmica, o controlo de atitude com rodas de reação e as comunicações. Nos dois voos o Photon usou o motor Curie.
CAPSTONE, rumo à Lua
A primeira missão operacional foi a CAPSTONE, um CubeSat de 12 unidades e 80 kg encarregado de verificar em voo a estabilidade da órbita de halo quase retilínea prevista para a estação Gateway. A NASA anunciou em fevereiro de 2020 que seria lançado do novo complexo da Rocket Lab em Wallops, na Virgínia, mas a certificação do sistema autónomo de terminação de voo demorou mais do que o previsto e o lançamento passou para Mahia. O contrato de lançamento valia 9,95 milhões de dólares.
O Electron descolou do LC-1B a 28 de junho de 2022. Foi o primeiro lançamento do foguetão para a Lua e, devido à carga pesada, o primeiro estágio voou reduzido à estrutura nua, sem equipamento de recuperação nem câmaras: esse equipamento consome cerca de 10 a 15 por cento da capacidade de carga de um lançamento. A missão usou a versão de espaço profundo do Photon, que a Rocket Lab chama Explorer, com o motor HyperCurie e depósitos maiores. Depois de se separar do segundo estágio, o Photon elevou o seu apogeu ao longo de seis dias com seis queimas no perigeu e terminou com a injeção translunar, após a qual libertou a CAPSTONE. A sonda seguiu uma transferência balística de cerca de quatro meses e entrou na sua órbita lunar a 14 de novembro de 2022. Cumpridos os requisitos da NASA, a Rocket Lab usou o próprio Photon para uma passagem lunar a baixa altitude.
Estágio versus nave
Esta configuração deve manter-se separada do Photon como produto. A Rocket Lab dividiu mais tarde a plataforma em várias famílias — Explorer, Lightning, Pioneer e Photon — e algumas voaram noutros foguetões: as plataformas Pioneer da Varda Space Industries, por exemplo, viajaram no Falcon 9. Esses voos não são «Electron with Photon». As missões do manifesto do Electron são: um Photon para o LOXSAT, uma demonstração de gestão de fluidos criogénicos para a Eta Space e a NASA, e a missão privada a Vénus, em que um Photon sobrevoará o planeta para retransmitir dados de uma sonda de entrada atmosférica desenvolvida com o MIT; a data foi-se atrasando de uma fonte para outra.
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Grupo motopropulsor
Terceiro estágio Photon sobre os dois estágios do Electron. Versão de órbita terrestre baixa (First Light, Pathstone): motor Curie, cerca de 0,12 kN. Versão lunar e interplanetária (Explorer, CAPSTONE): motor HyperCurie, bipropergol hipergólico de bombas elétricas, cerca de 0,4 kN e impulso específico de 310 s.
Multimédia

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