Festivais aéreos
Meeting des Ailes de Cambrai 2015
6 de setembro de 2015Realizado
Cartaz desta edição
Exibição em voo
História
História do certame, comum a todas as suas edições.
Um aeródromo de 1935 na cidade de Blériot
O certame decorre no aeródromo de Cambrai-Niergnies, um terreno que nasceu da procura que a Union aéronautique du Cambrésis iniciou em 1932: os seus aviões estavam então baseados em Douai e o clube queria um terreno próprio. A escolha recaiu numa ampla campina junto à aldeia de Niergnies, e o aeródromo foi oficialmente inaugurado em 1935. Quase um século depois, a aviação ligeira continua ali, em torno do aeroclube local, que tem o nome de Louis Blériot em homenagem ao aviador nascido em Cambrai a 1 de julho de 1872 e que, a 25 de julho de 1909, atravessou o canal da Mancha em trinta e sete minutos a bordo do seu monoplano Blériot XI, propulsionado por um motor Anzani.
Cambrai teve ainda, durante décadas, uma ligação militar com o ar através da base aérea 103, que encerrou em 2012. Desde então, o campo de Niergnies ficou como o grande encontro aeronáutico do Cambrésis, e o Departamento do Norte descreve o meeting das Ailes de Cambrai como o certame aéreo mais importante a norte de Paris. Realiza-se de dois em dois anos.
As edições documentadas
A edição de domingo, 6 de setembro de 2015, foi organizada para celebrar os oitenta anos do aeródromo e concebida como homenagem aos Tigres. Foi uma jornada com mais de seis horas de voo, na qual se viram aparelhos históricos como um Spitfire, um Mosquito ou um PBY Catalina.
Em 2022, o meeting regressou no domingo, 4 de setembro, organizado pelo aeroclube Louis-Blériot e dedicado aos setenta anos do esquadrão de caça 1/12 «Cambrésis». A entrada custava oito euros em pré-venda e dez no próprio dia, com entrada gratuita para menores de doze anos.
A edição de 2024 realizou-se no domingo, 1 de setembro, e foi a mais numerosa das documentadas: foram anunciadas noventa e quatro aeronaves no campo e meia centena de demonstrações civis e militares, com vinte mil espectadores esperados. O ponto alto foram os oito Alphajet da Patrouille de France e dois Rafale da patrulha Requin Mike; voaram também um Republic P-47 Thunderbolt, um DC-3 Dakota, os Royal Jordanian Falcons, a equipa Raven, o Yakoteam e uma nutrida representação de aviões clássicos: Stampe, Texan, Hawker Sea Fury ou Boeing Stearman. A crónica do certame classificou-o de «cru d'exception».
2026: dois dias pela primeira vez
A edição de 2026 rompe com o formato de domingo único e reparte o certame em dois espetáculos distintos, sábado dia 5 e domingo dia 6 de setembro, cada um com o seu ambiente e o seu programa próprio. No conjunto, anuncia-se meia centena de aparelhos civis e militares.
O sábado é uma jornada vespertina e noturna, limitada a cinco mil espectadores e esgotada antes do evento: exposição estática à tarde e, a partir das 16h45, um programa de dezanove apresentações que vai dos Piper Cub à acrobacia e desagua, quando cai a luz, num meeting crepuscular às 20h26 com ballet de planadores, o voo noturno dos britânicos Global Stars e um final de quatrocentos drones a cargo da Dronisos, um espetáculo de luz sem precedentes na região.
O domingo é a jornada longa: exposição estática de manhã e vinte e seis apresentações entre as 11h00 e as 18h30, um percurso que arranca na Primeira Guerra Mundial, com um triplano frente a um SE5-A e um Nieuport 28, e termina no reator moderno. Pelo circuito passam o 3.º Regimento de Helicópteros de Combate com Gazelle e Caïman, a escola de aviação ligeira do Exército de Terra com um EC120, a equipa de acrobacia da Força Aérea e do Espaço, uma formação de três TB30 e dois Pilatus PC-21 da escola de Cognac, a recriação Tora Tora Tora, os caças da Segunda Guerra Mundial (Hurricane, Spitfire, P-51 Mustang e Junkers 52), a dupla de Yak-3 do Normandie-Niémen, os Piper J3 de Les Oursons de Cambrai, um Fouga Magister CM 170 e as equipas sueca e checa convidadas. A Patrouille de France ocupa o lugar de honra, e o certame encerra com «Les 400 ans de la Royale», a apresentação do Zéphir e do Rafale da aviação naval francesa.
Os bilhetes de domingo foram vendidos a quinze euros em pré-venda e vinte euros na bilheteira, com entrada gratuita para menores de doze anos e estacionamento incluído. A associação organizadora, Les Ailes de Cambrai, presidida por Philippe Macé, começou a preparar esta edição com mais de um ano de antecedência.
Imagens
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