Variante do Vickers Vanguard
Vickers Vanguard Vickers Type 951
Primeira versão de série do Vanguard para a BEA: vinte encomendados mas apenas seis construídos (G-APEA a G-APEF), com motores Tyne RTy.1 e uma cabina mista de 127 lugares; dois perderam-se em acidentes em 1965 e 1971.

- 22 de abril de 1959
- Primeiro voo
- 6
- Unidades construídas
- 127
- Passageiros
História
A encomenda de lançamento da BEA
O Type 951 foi a versão com que a British European Airways (BEA) lançou o programa Vanguard, concebido para suceder ao Viscount nas suas rotas europeias. Segundo a Wikipédia em alemão, em julho de 1956 a BEA encomendou vinte aparelhos do tipo V.951, e seis meses depois a Trans-Canada Air Lines encomendou 23 de uma versão diferente, o V.952, com motores mais potentes e um peso de descolagem mais elevado. A Wikipédia em espanhol descreve os vinte 951 previstos como transportando três tripulantes de voo, dois assistentes de cabina e 126 passageiros.
Uma encomenda reduzida a seis aviões
O Type 951 nunca foi construído nas quantidades previstas. Quando a linha de produção de Weybridge estava a arrancar, a BEA apercebeu-se de que, com rotas geralmente curtas, podia instalar uma cabina económica mais densa sem perder desempenho. A 23 de julho de 1957 a Vickers anunciou o Type 953, com a estrutura reforçada da versão canadiana mas os mesmos motores do 951, e a companhia converteu a sua encomenda em seis Type 951 e catorze Type 953. A Wikipédia em alemão situa essa decisão no verão de 1958. Ambas as fontes concordam quanto ao resultado: dos vinte 951 encomendados, só seis foram entregues, e os catorze restantes saíram como 953.
Primeiro voo e ensaios
O protótipo, o Type 950 G-AOYW, voou a 20 de janeiro de 1959. A 22 de abril do mesmo ano seguiu-se-lhe o G-APEA (número de construção 704), o primeiro 951 para a BEA, que voou a partir de Weybridge. Era também o avião a que a BEA pretendia dar o nome «Vanguard»: a companhia planeava atribuir às suas aeronaves os nomes de célebres navios de guerra da Royal Navy, mas quando as entregas começaram já tinha adotado a sua libré do «quadrado vermelho», o que pôs fim à atribuição de nomes, e nenhum Vanguard chegou a ostentar nome.

Os ensaios de motores com o quarto avião de série, o G-APED, revelaram graves defeitos no compressor do Tyne, que atrasaram o certificado de aeronavegabilidade até dezembro de 1960. Segundo o artigo da Wikipédia em inglês sobre o Tyne, o 951 utilizava a versão RTy.1 desse turbopropulsor, com uma potência de descolagem de 4.500 bhp (3.400 kW).
Em serviço na BEA
A BEA realizou o seu primeiro serviço regular com o Vanguard a 17 de dezembro de 1960, de Heathrow a Paris. Segundo a Wikipédia em alemão, o serviço regular com o V.951 começou a 1 de março de 1961, e os V.953 juntaram-se-lhes em maio desse ano. O G-APEA foi entregue à BEA a 27 de março de 1961. Com a frota completa de seis 951 e catorze 953 entregue a 30 de março de 1962, o Vanguard assumiu muitas das rotas principais mais movimentadas da BEA na Europa e no Reino Unido. Os 951 tinham 127 lugares numa cabina de classe mista; a lista de variantes da Wikipédia em inglês divide-os em 18 de primeira classe e 109 de económica, ao passo que a sua secção de história operacional indica 18 lugares de primeira classe na parte traseira e 108 de turística. Essa configuração foi mais tarde alterada para 139 lugares todos em turística.
Os dois acidentes de 951
Dois acidentes mortais de Vanguard da BEA envolveram aeronaves desta versão. Na noite de 26 para 27 de outubro de 1965, o G-APEE, construído em 1959, voava de Edimburgo para Heathrow com nevoeiro e visibilidade inferior a 50 metros. Depois de duas aproximações falhadas e de uma espera, a tripulação tentou novamente aterrar na pista 28R, decidiu arremeter mais uma vez, e o avião embateu na pista por volta da 01:23 e incendiou-se. Morreram todas as 36 pessoas a bordo, 6 tripulantes e 30 passageiros. A investigação atribuiu o acidente a erro do piloto, sendo a baixa visibilidade, informação incorreta dada ao comandante, a fadiga, a falta de experiência em aterragens com nevoeiro e uma seleção errada dos flaps alguns dos fatores.

A 2 de outubro de 1971, o G-APEC (número de série 706, construído em 1959 e entregue à BEA em 1961) operava o Voo 706 de Heathrow para Salzburgo. A 19.000 pés (5.791 m) sobre a Bélgica, falhou a antepara de pressão traseira; a pressão arrancou os estabilizadores e o avião mergulhou fora de controlo perto de Aarsele. Morreram todos os 55 passageiros e os 8 tripulantes. A investigação britânica encontrou corrosão na parte inferior da antepara, que a técnica radiográfica utilizada pela BEA não permitira detetar a tempo; os ciclos repetidos de pressurização fizeram crescer a fissura até à rutura. Soube-se mais tarde que oito Vanguard da frota apresentavam a mesma fissura, e foram introduzidas uma nova técnica de deteção de corrosão e um melhor acesso a essas zonas.
O fim
Segundo as fontes, as nove conversões para cargueiro Merchantman foram feitas a partir de aviões Type 953; nenhuma menciona um 951 convertido. O primeiro 951, o G-APEA, foi desmantelado em Heathrow a 30 de maio de 1973. As fontes consultadas não indicam o destino final do G-APEB, do G-APED nem do G-APEF.
Multimédia


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