The Dramatic Story of the Supermarine Spitfire | Spitfire: The Birth of a Legend | Full Documentary
Vídeo do canal Historical Docs sobre Supermarine Spitfire, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 45:12. Idioma: inglês. Tipo de vídeo: Documentário.
Sobre o que trata
Documentário britânico que percorre a história do Supermarine Spitfire desde a fase de projeto até ao fim da sua vida operacional. Combina narração, imagens de época e depoimentos de quem o projetou, fabricou e pilotou, entre eles o piloto de ensaios Alex Henshaw, e de aviadores alemães que o enfrentaram.
Contexto histórico
O relato começa com o Supermarine S.6B de Reginald Mitchell, que venceu o Troféu Schneider em 1931 a 340 mph. Depois do decepcionante Type 224, que perdeu o contrato para o biplano Gloster Gladiator, Mitchell concebeu o Type 300: um monoplano metálico de revestimento resistente, ala elíptica cujo perfil foi trabalhado pelo aerodinamicista Beverley Shenstone, cabine fechada, trem retrátil, oito metralhadoras e o motor Rolls-Royce PV-12, mais tarde chamado Merlin. O protótipo voou a 5 de março de 1936 e alcançou 335 mph. Mitchell, doente com cancro, morreu a 11 de junho de 1937 com 42 anos, e Joe Smith sucedeu-lhe como engenheiro-chefe. A complexidade da ala e da estrutura dificultou o fabrico em série, o que levou à construção da fábrica de Castle Bromwich. O documentário acompanha depois o seu combate sobre Dunquerque, a Batalha da Inglaterra frente ao Bf 109, com o Hurricane a formar o grosso do Fighter Command atacando os bombardeiros enquanto o Spitfire se ocupava dos caças, as incursões sobre a França e a resposta ao Fw 190.
Dados em destaque
Os primeiros Spitfire chegaram a um esquadrão operacional a 4 de agosto de 1938, com 362 mph de velocidade máxima e uma subida a 20.000 pés em nove minutos e meio. A 16 de outubro de 1939, os esquadrões 602 e 603 conseguiram os primeiros abates do Fighter Command sobre o estuário do Forth. No início da Batalha da Inglaterra, a RAF contava com cerca de 650 caças operacionais, 230 deles Spitfire, face a cerca de 2700 aviões da Luftwaffe; em agosto de 1940 foram entregues 245 novos. Os pilotos recordam as suas fragilidades: o carburador de boia cortava o motor em picada e os ailerons entelados deformavam-se a alta velocidade. O Mk V, em serviço desde fevereiro de 1941, acrescentou dois canhões Hispano de 20 mm, e o Mk IX, desde junho de 1942 e com cerca de 410 mph, equilibrou o duelo com o Fw 190. Foram construídos mais de 22.500 exemplares e serviu na RAF até 1954.
