Variante do Lockheed U-2
Lockheed U-2 TU-2S
Treinador biplace da frota moderna, resultado de remotorizar com o F118 os antigos TR-1B (anteriormente redesignados U-2R(T)); cinco aparelhos convertidos. Além da instrução, protagonizou dois marcos recentes do programa: o seguimento do balão chinês de 2023 e um voo de resistência recorde em 2025.
- 5
- Unidades construídas
História
Origem
Os dois biplaces de conversão construídos como TR-1B foram redesignados U-2R(T) e, após receberem o turbofan General Electric F118, passaram a TU-2S. Cinco aparelhos passaram por essa conversão e são os que hoje formam a componente de instrução da frota, com dois pilotos em assentos ejetáveis zero-zero. Aprender a aterrar o U-2, a manobra que resistiu a Tony LeVier em 1955, continua a ser a razão de ser da versão.
Acidentes e marcos
A 20 de setembro de 2016 um TU-2S caiu ao descolar de Beale AFB; um dos dois pilotos morreu e o outro ficou ferido. A 3 de fevereiro de 2023, em contrapartida, o biplace estreou o seu primeiro emprego operacional: dois U-2 intercetaram e fotografaram sobre o centro dos Estados Unidos o balão de inteligência chinês que atravessava o país. E a 31 de julho de 2025, com a retirada da frota já em discussão, um TU-2S descolado de Beale voou durante catorze horas e cerca de 11.100 quilómetros sobrevoando os 48 estados continentais, um recorde de resistência na sua categoria com que se celebraram os setenta anos do primeiro voo do tipo.