Variante do Lockheed Martin F-22 Raptor
Lockheed Martin F-22 Raptor F-22A Block 35
Último bloco de produção do F-22A: células Block 30 entregues a partir de agosto de 2009 com a versão de software 3.2, que integra totalmente os mísseis AIM-120D e AIM-9X e melhora o emprego da Small Diameter Bomb.
Ficha do Lockheed Martin F-22 Raptor
_on_display_at_the_2013_Avalon_Airshow.jpg)
- 40
- Unidades construídas
História
O F-22A Block 35 é a última configuração de produção em série do Raptor. Segundo a Wikipédia em alemão, não é uma nova célula, mas sim uma atualização de software da variante Block 30, da versão 3.0 para a 3.2: essa versão permite a integração completa dos mísseis ar-ar AIM-9X e AIM-120D e amplia as opções de emprego da Small Diameter Bomb. A primeira aeronave Block 35, número de série 08-4154, foi entregue em 6 de agosto de 2009. A mesma fonte situa o bloco em 40 aeronaves, todas em serviço ativo, contra 68 Block 30, 43 Block 20 e 37 Block 10; os últimos 4 Raptors, entregues a partir de 15 de março de 2012, surgem nessa tabela como Block 40, a configuração Global Strike definitiva, construída em torno do bloco de software 3.3, com integração completa das funções ISR e melhorias de alcance.
Convém notar que a Wikipédia em inglês não divide os blocos da mesma forma: conta 74 aeronaves de treino Block 10/20 e 112 aeronaves de combate Block 30/35, sem separar o Block 35 nem mencionar um Block 40, e assinala que uma das Block 30 está dedicada a ciências de voo em Edwards. No total foram construídos 195 F-22, 187 deles operacionais; o Secretário da Defesa Robert Gates pediu em abril de 2009 o fim da produção após essas 187 aeronaves, e a última foi entregue em 2012. Com 40 aeronaves contadas como Block 35 e as últimas quatro como Block 40, este bloco coincide com o trecho final da linha de montagem que as fontes descrevem na sequência da decisão política de 2009.
.jpg)
O significado do Block 35 torna-se claro no âmbito do programa de modernização que a Força Aérea estabeleceu em 2003 para os seus F-22 em serviço, estruturado em quatro incrementos programados, segundo o relatório do Congressional Research Service de 2012. O Increment 2, já implementado, permitia às aeronaves Block 20 lançar bombas JDAM a velocidade supersónica; o Increment 3.1 começou a ser implementado em novembro de 2011 e deu ao radar APG-77 o mapeamento por abertura sintética, a capacidade de autolocalizar alvos para JDAM e a capacidade de transportar oito SDB. Em contraste com esses dois passos de ataque ao solo, o Increment 3.2 voltou a deslocar a ênfase para o combate aéreo: a Wikipédia em inglês descreve-o como um pacote que abrange guerra eletrónica, comunicações-navegação-identificação (incluindo receção Link 16), geolocalização e integração dos AIM-9X e AIM-120D, lançado para a frota em duas partes, em 2013 e 2019. O CRS detalha que o 3.2A foi uma atualização de software para melhorar a proteção eletrónica, a identificação em combate e a capacidade Link-16, enquanto o 3.2B deveria reforçar a proteção eletrónica, a geolocalização e o Intra Flight Data Link (IFDL) e acrescentar os mísseis AIM-9X e AIM-120D. É essa versão 3.2 que dá nome ao Block 35 na nomenclatura alemã, que indica que a conversão da frota para esse padrão deveria integrar ambos os mísseis até 2012, um calendário que as datas de lançamento citadas pela Wikipédia em inglês mostram não ter sido cumprido.
O armamento inicial do Raptor era o AIM-120C e o AIM-9M. Segundo a Wikipédia em alemão, o AIM-120D oferece um alcance marcadamente superior e navegação melhorada, enquanto o AIM-9X é mais resistente a interferências e mais ágil; na sua forma Block II também pode ser disparado sem bloqueio prévio do buscador, já que pode receber um alvo através de uma ligação de dados depois de sair do compartimento de armas (lock-on-after-launch, LOAL), e pode atacar alvos terrestres ou navais com assinatura infravermelha de forma limitada. A Wikipédia em francês regista ensaios do AIM-9X a partir do F-22 em 26 de fevereiro e 29 de abril de 2015, e a inglesa ilustra essa campanha com uma aeronave Block 30, número de série 06-4132, do 411th Flight Test Squadron. O primeiro uso operacional ocorreu em 4 de fevereiro de 2023, quando um F-22 da 1st Fighter Wing abateu um balão chinês ao largo da costa da Carolina do Sul com um AIM-9X, o primeiro abate ar-ar do tipo.
O orçamento de defesa proposto para o ano fiscal de 2013 incluía, segundo o CRS, 283,9 milhões de dólares para modificar aeronaves em serviço e um novo programa de 140,1 milhões de dólares em investigação e desenvolvimento para o software do Increment 3.2B. O GAO, no seu relatório 12-447 de maio de 2012, alertou para riscos de custo, técnicos e de sustentação no esforço de modernização do F-22A, e concluiu que a responsabilização tinha sido dificultada pela forma como o programa foi estabelecido, gerido e financiado, sem ser tratado como um grande programa de aquisição de defesa; a partir do 3.2B, os programas de modernização do F-22 passariam a ser geridos como MDAP.
Com o tempo, a distinção entre blocos esbateu-se. Segundo a Wikipédia em inglês, até 2020 as aeronaves Block 20 do Lote 3 em diante tinham sido atualizadas ao padrão Block 30 ao abrigo do Common Configuration Plan, deixando uma frota Block 30/35 de 149 aeronaves e 37 Block 20 para treino. A partir de 2021 foi instalado um terminal MIDS-JTRS com IFF Modo 5 e capacidade de transmissão/receção Link 16, e nesse mesmo ano os computadores de missão receberam módulos de processadores comerciais reforçados para uso militar, com uma arquitetura modular de sistemas abertos; os Increments em cascata deram lugar a lançamentos anuais de software numerados. As melhorias em ensaio incluem o míssil AIM-260 JATM, um sensor de busca e seguimento infravermelho e revestimentos furtivos mais duráveis, que se aplicariam tanto aos antigos Block 35 como ao resto da frota de combate.
Multimédia
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
