Variante do Junkers F 13
Junkers F 13be, ce, dle, fle, ge, he, ke (Junkers L5)
Subsérie do Junkers F 13 equipada com o seis cilindros em linha refrigerado a água Junkers L5, identificada pela segunda letra -e do código do tipo: F 13be, ce, dle, fle, ge, he e ke. Inclui células L2 remotorizadas e versões tardias com cabina de pilotagem fechada.

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- Passageiros
História
A Junkers designava as suas versões do F 13 com um código de duas letras: a primeira letra identificava a célula e a segunda o motor. Toda a variante equipada com o Junkers L5 leva -e como segunda letra, de modo que um -fe, por exemplo, era a célula de fuselagem longa -f com um L5. Esta entrada agrupa as subséries L5 que não têm página própria: o F 13be e o F 13ce, derivados das células b e c, e os posteriores F 13dle, F 13fle, F 13ge, F 13he e F 13ke. O F 13de e o F 13fe, as duas combinações L5 mais frequentemente citadas, são tratados em entradas próprias, e as versões com o BMW IV (sufixo -i) ou o BMW Va (sufixo -o) são motorizações separadas.
O L5 era um seis cilindros em linha vertical, refrigerado a água, um desenvolvimento muito ampliado do L2, o primeiro motor refrigerado a água da Junkers, com quatro vezes a sua cilindrada. Mantinha as duas válvulas de admissão e as duas de escape por cilindro do L2, acionadas por uma árvore de cames à cabeça, ignição dupla com duas velas e dois magnetos, e tração direta à hélice sem redutor. A sua potência indicada depende da fonte e da classificação usada: a Wikipédia em inglês dá 230 kW (310 hp) para as subséries be, ce, de e fe, a história de John Stroud fala de 280/310 hp e outra descrição de 305 hp. A sua fiabilidade ficou provada em abril de 1928, quando um L5 impulsionou o Junkers W 33 Bremen na primeira travessia do Atlântico em avião de leste para oeste, e a Junkers usou-o para promover o F 13 junto de homens de negócios e proprietários particulares como "a Limusine Junkers equipada com o famoso motor de aviação de 6 cilindros Junkers L5", sublinhando também a sua marcha silenciosa na cabina.
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Segundo Stroud, primeiro veio um aumento do peso máximo, juntamente com o L5 no F 13fe; depois modificações e a instalação de motores L5 em aeronaves F 13ba, F 13ca, F 13da e F 13fa com L2 transformaram-nas, respetivamente, em F 13be, F 13ce, F 13de e F 13fe. Muitas aeronaves be e ce não foram, portanto, construídas assim, mas sim células existentes remotorizadas. Entre as aeronaves posteriores com L5 contam-se o F 13dle, o F 13fle, o F 13ge, o F 13he e o F 13ke. As fontes discordam quanto às datas: um relato situa os primeiros motores Junkers no F 13 em 1923, com o L5 nos tipos be, ce e de; a Wikipédia em espanhol coloca as primeiras instalações do L5 em 1926, e o artigo da Wikipédia em inglês sobre o motor afirma que o L5 funcionou pela primeira vez em 1925. Todos concordam que em 1926 o L5 já era o motor mais frequentemente instalado no F 13.
A mudança teve um custo. Os F 13 com L5 tinham um peso vazio maior e só superavam as versões com Mercedes e BMW em velocidade: a Wikipédia em espanhol situa o ganho em 10 por cento, mas a carga útil teve de ser reduzida à das versões anteriores e a autonomia também caiu. Para manter a autonomia com o motor maior e mais sedento, podia instalar-se um grande depósito de combustível auxiliar cilíndrico no lugar dos dois assentos de passageiros dianteiros.
A primeira letra do código acompanha a evolução da célula. A série f trouxe modificações nas asas, superfícies de cauda e trem de aterragem; a g uniu a fuselagem do W 33 à asa do F 13; a h foi uma versão para os Estados Unidos com ligeiramente mais enflechamento e área de asa; e a k, de 1930, fechou finalmente a cabina de pilotagem, acrescentou uma casa de banho e introduziu uma asa melhorada de maior área. O material consultado não explica o que significa o "l" em dle e fle.
Várias aeronaves concretas ilustram estas subséries. O D-433 Baumläufer (Trepadeira) da Luft Hansa, construído em 1924 com um BMW IV, tornou-se um F 13dle com um Junkers L5 em 1931 e dois anos depois um F 13fle; em 1934 foi adquirido pela DVS e rematriculado D-OKAX. O F 13ke SE-ACK da AB Aerotransport, chamado Gastrikland (c/n 2069), foi entregue em maio de 1930 e em 1931 foi usado numa expedição à Gronelândia. No Reino Unido, o G-ABDC era um F 13ke construído em 1930 com cabina de pilotagem fechada e motor L5, e o G-AAGU é descrito como um provável F 13ge de 1929, também com cabina fechada mas com vidros de forma diferente.
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Entre as versões especiais havia um F 13ge equipado como ambulância para uso a partir de terra, água ou neve, com o L5 de 305 hp. A sua cabina media 2,29 m de comprimento, 1,6 m de altura e 1,3 m de largura, com correias e suportes para duas macas e duas poltronas para doentes menos graves; um assistente sentava-se junto ao piloto, as macas eram carregadas através de uma grande escotilha, e a cabina lavável tinha uma porta de comunicação com a cabina de pilotagem. A fonte afirma que a ambulância F 13 foi fornecida às forças aéreas italiana e japonesa e à Cruz Vermelha espanhola e sueca, sem indicar a subsérie de cada entrega.
Na União Soviética os F 13 com BMW eram designados Ju-13 e os equipados com L5, F-13. O primeiro F 13 da Dobrolet com L5 foi encomendado em 21 de abril de 1928 e entregue em maio (c/n 2017); a fonte não indica a sua subsérie. O material não dá números de produção nem de conversão por subsérie, pelo que não se apresentam números para nenhuma delas.
Multimédia
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