Variante do Fokker F.VII
Fokker F.VII F-10
Trimotor de passageiros de doze lugares derivado do F.VII nos Estados Unidos a partir de 1927 pela Fokker Aircraft Corporation of America, sucessora da Atlantic Aircraft Corporation. A Western Air Express foi o seu cliente de lançamento; a Universal Air Lines, a Pan Am, a American Airways e a TWA também o operaram. A sua asa de madeira, posta em causa após a queda de 1931 que matou Knute Rockne, precipitou a sua retirada.

- 65
- Unidades construídas
- 1279 km
- Alcance
- 12
- Passageiros
História
Um Fokker feito na América
O F-10 saiu da filial americana da Fokker. A Atlantic Aircraft Corporation foi criada em 1923 em Teterboro, Nova Jérsia, com um contrato governamental para modificar DH-4 como aviões de correio e como agência importadora dos projetos neerlandeses da Fokker; tornou-se a Fokker Aircraft Co. em 1926 e a Fokker Aircraft Corporation of America em 1927. Fundada inicialmente para vender aviões construídos nos Países Baixos, a empresa passou a construir projetos próprios baseados nos da casa-mãe. O F-10 foi o seu primeiro trimotor de série: um F.VII aumentado e melhorado, cujo projeto a aerofiles atribui a Anthony Fokker, Robert Noorduyn e A. Francis Arcier.
Maior do que o F.VII
O F-10 apareceu em 1927 e recebeu o US Approved Type Certificate ATC 56. Em comparação com o F.VII, transportava mais quatro passageiros — doze numa cabine fechada, pilotado por um único piloto — e tinha uma asa maior e motores mais potentes. Segundo os dados da Jane's de 1928 citados pela Wikipédia, media 15,44 m de comprimento, tinha 21,69 m de envergadura e 3,78 m de altura, com uma área alar de 67,6 m²; pesava 2.971 kg em vazio e 5.216 kg à descolagem. Três motores radiais de nove cilindros Pratt & Whitney R-1340 Wasp de 425 cv (317 kW) cada um acionavam hélices metálicas de três pás. A velocidade máxima era de 230 km/h, a de cruzeiro de 190 km/h e a de aterragem de 89 km/h; o alcance era de 1.279 km, o teto de serviço de 5.500 m e a razão de subida de 7,2 m/s, atingindo os 3.000 m em dez minutos. Construída à maneira clássica da Fokker, a asa era de laminado de madeira colado.
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As fontes não coincidem em todos os pormenores: a aerofiles dá ao F-10 catorze lugares, Wasp de 400 cv (298 kW) e um comprimento de 15,21 m, e aplica-lhe a alcunha «Super Trimotor» que a Wikipédia reserva para o F-10A. A aerofiles regista também um protótipo, o X5170, dois aviões mais tarde convertidos para o padrão F-10A e cinco conversões para Wasp de 450 cv (336 kW).
Com as companhias aéreas
A Western Air Express foi o cliente de lançamento e operou o F-10 no final da década de 1920, antes de se fundir com a Transcontinental Air Transport para formar a Transcontinental & Western Air (TWA). Entre os operadores do tipo contaram-se também a American Airways, a Boston-Maine Airways, a Pan Am, a Universal Airlines e, no México, a Aerovías Centrales e a Mexicana. A Universal Air Lines foi uma das primeiras a servir refeições a bordo: os seus F-10 tinham uma cozinha com fogão elétrico, mesas dobráveis e uma casa de banho, e em algumas rotas de Cleveland a Kansas City chegaram a voar em formação até três Fokker para o mesmo destino. A frota sofreu uma pesada perda em terra a 25 de junho de 1930, quando um incêndio no Chicago Municipal Airport destruiu dois hangares e 27 aviões, doze deles F-10, entre os quais o C5614 (c/n 1003).
Acidentes
A 10 de junho de 1929, o F-10 «Cuba» (NC9700) da Pan Am bateu em fios telefónicos ao descolar de Santiago de Cuba para Havana: a pista encharcada impediu-o de ganhar altura, e dois das cinco pessoas a bordo morreram. A 8 de setembro de 1932, o F-10 NC9716 da American Airways voou contra uma montanha com mau tempo perto de Salt Flat, no Texas, matando três das quatro pessoas a bordo.
A queda de Rockne e o fim
A 31 de março de 1931, o trimotor Fokker NC999E da TWA perdeu uma asa perto de Bazaar, no Kansas, na primeira etapa de um voo de Kansas City para Los Angeles, matando as oito pessoas a bordo, entre elas o treinador de Notre Dame Knute Rockne. A Wikipédia e Ed Coates descrevem-no como um F-10; a Fokker-history e outras bases de dados de acidentes como um F-10A. Os investigadores concluíram que a humidade tinha enfraquecido a cola na asa de madeira até que uma longarina cedeu. Todos os trimotores Fokker ao serviço de companhias aéreas americanas foram temporariamente imobilizados no solo e sujeitos a inspeções mais frequentes e rigorosas; a produção parou e nunca foi retomada. O descrédito das asas de madeira empurrou as companhias aéreas para os aviões inteiramente metálicos e retirou rapidamente o F-10 das rotas americanas.
Multimédia
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