Variante do Embraer EMB 110 Bandeirante
Embraer EMB 110 Bandeirante EMB 110P2
Versão comercial de passageiros do Bandeirante alongado: a mesma célula do EMB 110P1 com motores PT6A-34 de 750 shp, mas sem portão de carga traseiro, substituído por uma segunda porta com escada, e cabina para até 21 passageiros a três por fila. Foi a porta de entrada do tipo na Europa e serviu a FAB como C-95C.
Ficha do Embraer EMB 110 Bandeirante

- 21
- Passageiros
História
O EMB 110P2 é a versão de passageiros «pura» da segunda geração do Bandeirante, a de fuselagem alongada. A Embraer tinha desenvolvido primeiro o EMB 110P, um derivado do EMB 110C dedicado às linhas regionais brasileiras que voou pela primeira vez em janeiro de 1976 com motores Pratt & Whitney Canada PT6A-27. A verdadeira transformação chegou com a família alongada — EMB 110K, P1 e P2 —, que introduziu um troço adicional de fuselagem de 0,85 m, elevou a capacidade máxima para 21 passageiros, adotou o motor PT6A-34 de 750 shp, acrescentou uma barbatana ventral para melhorar a estabilidade direcional e melhorou os flaps. Dentro dessa família, o P1 era a versão de conversão rápida passageiros/carga, herdeira do K1 militar e dotada do seu grande portão de carga traseiro; o P2 era «basicamente o mesmo avião que o P1, com a exceção de que o grande portão de carga traseiro era substituído por uma segunda porta de acesso com escada», nas palavras da fonte histórica que melhor descreve a variante. O comprimento era o do P1, 49 pés e 6,5 polegadas (cerca de 15,10 m).
A cabina do P2 era pensada exclusivamente para o passageiro: até 21 lugares em filas de três por fila — um lugar à esquerda e dois à direita, com corredor deslocado —, com previsão de uma casa de banho na parte traseira. Na prática, muitas companhias configuravam-na com 18 ou 19 lugares em sete filas, e várias reduziram ainda mais a capacidade, até quinze bancos individuais, porque os duplos resultavam estreitos para adultos. Ambas as versões, P1 e P2, eram oferecidas com um peso máximo de 12.500 libras ou, em alternativa, de 5.900 kg (13.007 libras); a fonte situa o primeiro voo desta geração em 3 de maio de 1977. Face aos seus concorrentes no mercado de 18 lugares, o Swearingen Metroliner e o Beechcraft 1900, o Bandeirante tinha menos autonomia, menos velocidade, não era pressurizado e consumia mais combustível, mas era mais barato de adquirir e demonstrou baixos requisitos de manutenção e uma fiabilidade que as companhias regionais valorizaram.

O P2 foi a chave da Europa. Após obter a certificação da Direction Générale de l'Aviation Civile francesa, a companhia regional Air Littoral encomendou dois EMB 110P2 alongados em 5 de maio de 1977, a primeira operação europeia do tipo; a Air Ecosse seguiu o exemplo e outras certificações europeias trouxeram encomendas da Air Wales, da BritAir e da Kar-Air. Na Austrália, onde o Departamento de Transportes concedeu a sua própria aprovação de tipo, quase todos os Bandeirantes que operaram foram P1 ou P2, concebidos como o 110C especificamente para o trabalho de curta distância. Nos Estados Unidos, após a certificação da FAA, o P2 voou com a Aeromech Commuter Airlines sob a marca Allegheny Commuter — o N614KC, fotografado em Washington-National e em Cincinnati em maio de 1982 —, e esse mesmo avião serviu em arrendamento de curto prazo com a Dolphin Airlines, a companhia de Tampa que entre 1982 e 1984 ligou a Flórida a Savannah, Charleston e Nova Orleães.
A Força Aérea Brasileira também incorporou a variante, com a designação militar C-95C. A partir de 1983, o P2 foi substituído na linha de produção pelo EMB 110P2A, que recebeu as mesmas melhorias do P1A: maior insonorização, estabilizador horizontal com diedro e aviónica atualizada. Os P1A/41 e P2A/41 eram versões recertificadas segundo a norma SFAR 41 da FAA com pesos superiores; algumas fontes descrevem o EMB 110P2/41 como um avião de 21 lugares pressurizado, embora outras assinalem que a ausência de pressurização foi uma limitação de toda a família, pelo que esse dado deve ser tomado com cautela.
O historial de acidentes inclui uma perda grave: em 6 de fevereiro de 1987 um EMB 110P2 da Talair, matrícula P2-RDM, amarou com mau tempo pouco antes de chegar ao aeroporto de Hoskins, na ilha da Nova Bretanha (Papua-Nova Guiné), em voo a partir de Rabaul; apenas três das dezassete pessoas a bordo sobreviveram. A produção do Bandeirante cessou em maio de 1990, com o último avião entregue à força aérea brasileira e cerca de 498 a 500 exemplares construídos de todas as versões. As fontes consultadas não discriminam quantos deles foram P2 nem precisam quantos continuam ao serviço.
Multimédia


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