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O que a Vought alterou no Corsair para o tornar apto para porta-aviões?

Resposta direta

A Vought teve de refazer o trem principal, a roda de cauda e o gancho de aprisionamento, acrescentar uma válvula de alívio nas pernas para travar os ressaltos, montar uma cúpula abaulada e subir o assento 7 in (180 mm). A Marinha aceitou-o para operar a partir de navios em abril de 1944, com o amortecedor mais longo.

O que a Vought alterou no Corsair para o tornar apto para porta-aviões?
F4U em Oshkosh 2023

Um caça difícil de levar para o convés

A adequação para porta-aviões foi um dos grandes problemas do desenvolvimento do F4U e obrigou a modificar o trem de aterragem principal, a roda de cauda e o gancho de aprisionamento. Os amortecedores oleopneumáticos do trem tinham más características de ressalto na aterragem e deixavam o avião saltitar ao longo do convés. Esse ressalto demorou a resolver-se, até que uma «válvula de alívio» integrada nas pernas permitiu libertar a pressão hidráulica de forma gradual à medida que o avião tocava o solo. A Marinha dos EUA só aceitou o F4U para operar a partir de navios em abril de 1944, depois de instalado o amortecedor oleopneumático mais longo.

Ver o convés e manter o para-brisas limpo

Entre as alterações figuraram uma cúpula abaulada, semelhante à Malcolm Hood, e a elevação do assento do piloto em 7 in (180 mm). Também se fixaram com fio metálico os flaps de capô situados sobre o compartimento do motor, de modo que os salpicos de óleo e de líquido hidráulico fossem desviados para os lados da fuselagem.

Asas recortadas para caber sob o teto

Em muitos Corsair recortaram-se 8 in (200 mm) das asas exteriores para libertar o teto do hangar.

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