Sabia…
Que pista da Antártida tem o nome de um Constellation?
Resposta direta
Pegasus Field, perto da estação McMurdo, na ilha de Ross. Deve o nome a um Lockheed C-121J Constellation da Marinha dos EUA que ali fez uma aterragem forçada numa tempestade de neve a 8 de outubro de 1970, sem vítimas.

Uma aterragem forçada na neve
A 8 de outubro de 1970, um Lockheed C-121J Constellation com o número de série 131644 teve de fazer uma aterragem forçada perto da estação McMurdo, na ilha de Ross, na Antártida, em plena tempestade de neve. O acidente não causou vítimas, algo pouco habitual num sinistro deste tipo num ambiente tão hostil. O episódio acabou por dar nome a uma pista: Pegasus Field, assim chamada por causa da aeronave.
O Constellation na Marinha
O C-121J era uma das variantes de transporte da família Constellation usadas pela Marinha dos Estados Unidos. Além das missões logísticas, alguns exemplares foram adaptados para usos muito específicos: quatro C-121J foram convertidos em transportes de altas patentes, e um deles serviu na equipa acrobática Blue Angels até um C-130 Hercules o substituir em 1971. O facto de um avião de passageiros a hélice concebido nos anos quarenta ter acabado a operar na Antártida dá uma ideia da versatilidade que a Marinha lhe encontrou.
Um nome que sobrevive
A história deste avião faz parte da longa lista de acidentes e incidentes dos Constellation, que vai de catástrofes com dezenas de vítimas a episódios como este, em que a tripulação saiu com vida e o aparelho passou a fazer parte da geografia antártica. Para quem trabalha hoje na zona, Pegasus é, acima de tudo, um topónimo aeronáutico; mas por trás do nome está um quadrimotor da Lockheed que não conseguiu terminar o seu voo e que, sem pretender, deixou a sua marca num dos lugares mais remotos do planeta. Nesse mesmo ano de 1970, a Marinha ainda mantinha outros C-121J em serviço em missões muito diferentes, como o que apoiava os Blue Angels.
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