Sabia…
Como era o Concorde por dentro?
Resposta direta
O Concorde era estreito por dentro: uma cabine com 2,63 m de largura e 1,96 m de altura, janelas do tamanho de uma mão e 100 assentos em filas 2-2, distribuídos por duas cabines, sem classes. Um visor nos painéis mostrava Mach e altitude, e na cabine de pilotagem analógica voavam dois pilotos e um engenheiro de voo.

Uma cabine estreita e longa
Por dentro, o Concorde era surpreendentemente pequeno. A fuselagem, concebida para Mach 2, tinha apenas 2,63 m de largura e 1,96 m de altura por dentro, menos do que um avião regional atual, e as janelas eram pouco maiores do que uma mão, para limitar a descompressão caso uma se partisse a 18.000 m de altitude. Os 100 assentos distribuíam-se por duas cabines com 40 e 60 lugares, em filas 2-2 com um único corredor e sem classes: todo o avião era uma única categoria, mais caro do que a primeira classe de um 747. Os assentos eram comparáveis à atual classe executiva estreita, e o interior em tons de cinzento e azul foi desenhado de forma deliberadamente discreta.
O que o passageiro via
Nos painéis frontais de cada cabine havia um visor digital que mostrava a velocidade em Mach, a altitude e a temperatura exterior; observar o Mach 2,00 aparecer a 17.000-18.300 m (55.000-60.000 ft) fazia parte do ritual. A essa velocidade, o atrito aquecia o nariz a 127 °C, e a fuselagem expandia-se cerca de 20 cm. O serviço era oferecido durante cerca de três horas e meia de voo transatlântico com carrinhos estreitos concebidos especificamente para isso, e o ruído na cabine era superior ao de um avião subsónico, especialmente na cabine traseira, perto dos quatro motores Olympus 593.
A cabine de pilotagem
Na cabine de pilotagem havia três tripulantes: dois pilotos e um engenheiro de voo com um painel lateral que controlava o combustível, a pressurização e a transferência de querosene entre os tanques para deslocar o centro de gravidade na transição para o voo supersónico. Os instrumentos eram analógicos, dos anos 1960, e o nariz articulado baixava-se na aproximação para ver a pista, enquanto o avião mantinha uma inclinação acentuada. Hoje é possível visitar cabines de pilotagem completas no Aerospace Bristol, em Le Bourget ou em Brooklands.
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