Família: Soyuz-2 (R-7)
Soyuz 2.1b
Estatísticas de lançamentos
- 84
- Lançamentos (até 27 de julho de 2026)
- 1
- Sucessos
- 0
- Falhas
- 100.0 %
- Taxa de sucesso
























O Soyuz-2.1b é a variante de maior desempenho da família russa Soyuz-2 e, por isso, não é um foguetão distinto, mas uma configuração: partilha com o 2.1a de base a sua célula, os seus quatro propulsores acoplados, o seu andar central e toda a sua aviónica digital, diferindo apenas no terceiro andar. Onde o 2.1a mantém o veterano motor RD-0110, o 2.1b instala o RD-0124, que utiliza um ciclo de combustão faseada rico em oxigénio. A mudança pesa mais do que parece. O impulso específico sobe de 326 para 359 segundos e, embora o impulso máximo desça ligeiramente de 298 para 294 kN, o tempo de queima mais longo com a mesma carga de propulsante melhora o desempenho global. Em termos de carga útil, a capacidade para órbita terrestre baixa a partir de Baikonur passa de cerca de 7 430 quilogramas no 2.1a para 8 670 quilogramas no 2.1b; a partir de Vostochny a comparação é de 7 460 contra 8 600 quilogramas. Tal como o resto da família, tem 46,3 metros de altura, 10,3 metros na sua maior largura e 312 toneladas à descolagem, e é construído pelo Centro Espacial de Foguetões Progress, em Samara. Na sua forma básica é um lançador de três andares, mas admite um quarto andar opcional — o Fregat, ou o mais barato Volga — para missões de órbita alta; com o Fregat a partir de Baikonur pode enviar 2 350 quilogramas rumo a uma injeção translunar.
História
A segunda fase da modernização
Quando a RKTs Progress delineou o programa «Rus», no início da década de 1990, modernizar o Soyuz significava três blocos de trabalho: motores melhorados para os propulsores e o andar central, nova aviónica digital e um motor de terceiro andar totalmente redesenhado. As pressões financeiras do final dessa década obrigaram a escalonar as melhorias no tempo. Os RD-107A e RD-108A chegaram primeiro, no transitório Soyuz-FG; a aviónica digital estreou-se com o Soyuz-2.1a em 2004; e o RD-0124 ficou para o passo final, que deu o nome ao Soyuz-2.1b.
O motor RD-0124
O RD-0124 utiliza um ciclo de combustão faseada rico em oxigénio, uma tecnologia em que a engenharia soviética e russa sempre teve vantagem. O seu ganho de impulso específico — de 326 para 359 segundos — é substancial para um andar superior e compensa largamente a ligeira perda de impulso face ao RD-0110. O resultado foi um terceiro andar cerca de 15 por cento mais potente e um salto acentuado de capacidade a partir dos três cosmódromos.
Entrada ao serviço e missões
O Soyuz-2.1b voou pela primeira vez a 27 de dezembro de 2006, numa missão que recorreu a um andar superior Fregat para colocar em órbita o telescópio espacial europeu CoRoT. Desde então tornou-se o cavalo de batalha das cargas mais exigentes da Rússia, com os satélites de navegação GLONASS entre os seus clientes habituais, a par dos satélites meteorológicos Meteor-M, dos Arktika-M e dos Ionosfera-M.
Substituição da geração anterior
Entre 2010 e 2019 a família Soyuz-2 substituiu progressivamente os Molniya-M, Soyuz-U e Soyuz-FG. Em paralelo surgiu o Soyuz-ST, o derivado adaptado ao Centro Espacial da Guiana, que começou a voar em 2011 e cujas operações foram suspensas em 2022 na sequência da invasão russa da Ucrânia. Em 2018 o preço de um lançamento do 2.1b sem quarto andar era cotado em cerca de 35 milhões de dólares.
Historial
O Soyuz-2.1b acumula 84 lançamentos, com duas falhas, sendo o seu voo mais recente datado de 16 de abril de 2026. Opera a partir de Baikonur, Plesetsk e Vostochny, este último ativo desde a primeira descolagem bem-sucedida ali realizada a 28 de abril de 2016.
Cronologia de lançamentos
| Data | Base de lançamento | Resultado | Carga útil |
|---|---|---|---|
| 19/07/2026, 17:51 | Unknown Pad | Sucesso | Note: Payload identities uncertain. Batch of 16 Rassvet-3 Low Earth Orbit communication satellites for the Russian Byuro-1440 (Bureau 1440) constellation for broadband high-speed internet access in Russia. |
Imagens























