Versão do Redstone
Redstone Jupiter-A
O Jupiter-A foi a primeira variante do Redstone a voar: um Redstone modificado que o Exército dos EUA utilizou como banco de ensaios em voo para componentes do míssil de alcance intermédio Jupiter (PGM-19). Foram disparados vinte e cinco a partir do Cabo Canaveral entre setembro de 1955 e junho de 1958.

- 22 de setembro de 1955
- Primeiro lançamento
- Não
- Reutilizável
História
Um Redstone ao serviço do Jupiter
Quando o Exército dos EUA recebeu a missão de desenvolver o míssil balístico de alcance intermédio Jupiter, não partiu do zero. Segundo a história oficial do programa, muitos componentes do Jupiter eram melhorias de produto dos seus equivalentes do Redstone, e o grupo do Redstone Arsenal tinha passado 1954 e 1955 a ensaiar em túnel de vento modelos de mísseis de todas as formas imagináveis, além da sua análise de voo do próprio Redstone. O indicador de ângulo de ataque, por exemplo, saiu de um programa que remontava a 1952. Sobre essa base, o desenvolvimento do Jupiter foi tratado como um aperfeiçoamento, e passou muito pouco tempo entre a aprovação do programa, em novembro de 1955, e o primeiro voo de um míssil semelhante à configuração tática final, em março de 1957 — um calendário ainda mais apertado do que o do Redstone, que decorreu de julho de 1950 a agosto de 1953.
Para chegar aí, os ensaios em voo foram divididos em três fases, duas das quais usaram o Redstone como veículo de ensaio. A primeira foi o Jupiter-A: mísseis Redstone, construídos pelo Redstone Arsenal e pela Chrysler, que transportavam material destinado ao Jupiter. Não deve ser confundido com o próprio míssil Jupiter, um veículo diferente, nem com o Jupiter-C, a segunda fase, que tratou da reentrada da ogiva.
O que se ensaiou
A história do programa enumera os objetivos: obter critérios de projeto, aplicar o medidor de ângulo de ataque ao IRBM, desenvolver procedimentos de separação, comprovar a precisão do sistema de guiamento, e projetar e comprovar o controlo do empuxo do sistema de propulsão. Entre os componentes voados contaram-se a plataforma de guiamento inercial ST-80, os sensores de ângulo de ataque do Jupiter, sistemas de espoletas de ogivas e parafusos explosivos. O veículo tinha 21,20 m de altura, com um diâmetro de corpo de 1,78 m, e as suas aletas atingiam 4 m de altura.
Motores e combustível
O Jupiter-A serviu também como banco de ensaios do motor Rocketdyne NAA 75-110, em evolução. Os dois primeiros voos, RS-11 (22 de setembro de 1955) e RS-12 (6 de dezembro de 1955), usaram a versão A-3; a partir do RS-18, a 15 de março de 1956, passou a ser o A-4 e, a partir de 2 de outubro de 1957, o A-6 (o A-5 nunca entrou em serviço). Esse voo, o CC-39, foi o primeiro ensaio em voo do A-6, com um empuxo ao nível do mar de cerca de 347 kN. O combustível normal era etanol a 75 % misturado com 25 % de água, queimado com oxigénio líquido; o RS-22, lançado a 19 de dezembro de 1956, ensaiou Hydyne — uma mistura de 60 % de UDMH e 40 % de DETA — num motor A-4.
Vinte e cinco voos
Todos foram lançados do Cabo Canaveral, dos Complexos de Lançamento 5 e 6. O primeiro, o RS-11, foi também o primeiro voo com um sistema de guiamento completo; o RS-12 foi o primeiro voo bem-sucedido com guiamento inercial. O RS-18 foi o primeiro Jupiter-A lançado pela Army Ballistic Missile Agency (ABMA). O CC-13, a 19 de julho de 1956, foi o primeiro míssil construído pela Chrysler, e o RS-32, a 14 de março de 1957, o primeiro enviado diretamente da Chrysler para o local de ensaio. Alguns voos tiveram incidentes: a 31 de outubro de 1956, o RS-25 recebeu uma ordem de corte a partir do solo ao fim de 10 segundos devido a uma avaria do giroscópio de guinada, e o RS-28, a 14 de novembro de 1956, voou com o sistema de guiamento LEV-3 em vez do ST-80. Perto do fim da série, três voos (11 de dezembro de 1957, 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 1958) ensaiaram o kit adaptador e a gôndola destinados à Operação Hardtack I. O último, o CC-48, descolou a 11 de junho de 1958.
Um balanço que depende de quem o faz
A história oficial do Exército classifica 20 dos 25 voos como missão cumprida, com dois êxitos parciais e três falhas, e atribui ao sucesso dos voos do Jupiter-A e do Jupiter-C a decisão de disparar dois mísseis de garantia Jupiter antes do previsto. A tabela de voos do artigo da Wikipédia em inglês, pelo contrário, marca treze dos vinte e cinco como falhas. A diferença reflete provavelmente critérios distintos (objetivos de ensaio cumpridos face a um voo nominal), mas nenhuma das fontes a explica.

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