Variante do Embraer EMB 110 Bandeirante
Embraer EMB 110 Bandeirante C-95M / EMB 110M (modernizado)
Modernização dos C-95B e C-95C da Força Aérea Brasileira decidida em 2008 e executada pela AEL Sistemas (Elbit): cabina digital com EFIS, mapa móvel e novos sistemas de navegação e comunicações. O primeiro aparelho voou em 14 de dezembro de 2010 e trinta unidades, redesignadas C-95BM e C-95CM, foram entregues entre 2011 e 2015.
Ficha do Embraer EMB 110 Bandeirante

- 14 de dezembro de 2010
- Primeiro voo
- 30
- Unidades construídas
História
O C-95M, ou EMB 110M na nomenclatura da enciclopédia em português, não é uma versão de fábrica mas o resultado do programa de modernização com que a Força Aérea Brasileira decidiu em 2008 prolongar a vida da sua frota de Bandeirante de transporte. Nessa altura o avião já contava trinta e cinco anos de serviço e as suas cabinas analógicas das décadas anteriores estavam muito atrás das exigências da navegação moderna; a alternativa, substituir quase uma centena de aviões ligeiros de transporte, não cabia no orçamento. A FAB optou por conservar a célula e os motores Pratt & Whitney Canada PT6A-34 de 750 shp e mudar completamente a aviónica, uma abordagem que no caso do Bandeirante se limitou às versões P1, P1SAR e P1A, ou seja, aos C-95B e C-95C, deixando de fora os C-95 e C-95A de primeira geração.
O contratante foi a Aeroeletrônica Ltda (AEL Sistemas), a filial brasileira da israelita Elbit Systems, com certificação a cargo do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. O pacote incluía a integração de aviónica de última geração: écrãs digitais de cristal líquido (EFIS), mapa digital móvel, sistemas avançados de navegação e comunicações e equipamentos adicionais concebidos para melhorar as prestações do avião e aumentar a probabilidade de sobrevivência dos pilotos, tudo isso desenvolvido, segundo a AEL, com os padrões exigidos a aeronaves novas e com ênfase na segurança de voo e no cumprimento da missão mesmo em condições meteorológicas adversas. À aviónica somou-se um reforço estrutural que a FAB estima prolongar em vinte e cinco anos a vida útil do avião. O mesmo programa previa modernizar também os P-95 de patrulha marítima, que seguiram um calendário próprio.
O voo inaugural do primeiro C-95 modernizado ocorreu na manhã de terça-feira, 14 de dezembro de 2010, no Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos, no Rio de Janeiro; a enciclopédia em inglês data-o de 15 de dezembro, um dia depois. Nessa altura a FAB tinha em atividade 96 EMB 110. O primeiro aparelho modernizado foi entregue em 2011, e no final de 2012 o 1º/5º Grupo de Aviação recebeu o seu primeiro C-95M, que introduziu na unidade o conceito de cabina de vidro e instrumentos avançados de navegação; a enciclopédia em português situa a entrada em operação em 2012 e a primeira entrega no 5º Esquadrão de Transporte Aéreo, onde foi fotografado o C-95BM 2305 nesse mesmo ano. As entregas foram concluídas em 2015 com um total de trinta aviões modernizados, que passaram a designar-se C-95BM (os antigos C-95B, EMB 110P1K) e C-95CM (os antigos C-95C, EMB 110P1A). Um C-95AM 2291 do 1º/5º Grupo de Aviação exibe desde 2020 uma pintura comemorativa das 100.000 horas de voo da família C-95.
A modernização transformou a operação do Bandeirante na FAB. A cabina digital elevou a capacidade operacional e a consciência situacional das tripulações, permitiu voar aproximações e rotas que a aviónica original não admitia e trouxe consigo um simulador específico do C-95M, cuja nova geração foi entregue pelo Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos. O resultado é que um avião cujo primeiro protótipo voou em 1968 continuava em 2017 com 48 unidades ativas na força aérea e, segundo as contagens de 2026, com 43 no Brasil, cinquenta anos depois da primeira entrega de 1973.