Variante do Dornier Do X
Dornier Do X3 Alessandro Guidoni
O terceiro e último Do X construído (número de fábrica Doflug 3), gémeo do X2, com doze motores Fiat A.22R carenados. Encomendado pela companhia aérea italiana SANA, foi entregue em La Spezia a 13 de maio de 1932 como I-ABBN e passou para a Regia Aeronautica. Nunca sofreu danos graves, mas foi desmantelado juntamente com a sua irmã.
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- 1
- Unidades construídas
- 66
- Passageiros
História
O terceiro e último Do X
O Do X3 foi o último dos três exemplares do hidroavião gigante da Dornier e o segundo dos dois encomendados por Itália. Tinha o número de fábrica Doflug 3, a matrícula civil I-ABBN e o nome Alessandro Guidoni, e não deve ser confundido com o seu gémeo, o Do X2 «Umberto Maddalena», que o precedeu em quase um ano: cada um teve a sua própria matrícula, data de entrega e carreira.
Uma encomenda civil que acabou em mãos militares
As duas aeronaves italianas foram encomendadas em 1931 para a Società Anonima Navigazione Aerea (SANA), que pensava utilizá-las em serviços mediterrânicos ao longo da costa ocidental de Itália, de Génova a Tripoli, com possíveis prolongamentos até Rodes e ao Dodecaneso; estudou-se também um serviço de primeira classe entre Génova e Gibraltar. Nenhum destes planos se concretizou. Segundo as fontes, a companhia concluiu, a partir do primeiro Do X, que operar o tipo seria antieconómico, dado o custo da manutenção e das instalações que uma aeronave tão grande exigia, e os dois hidroaviões acabaram na Regia Aeronautica.
A entrega em maio de 1932
O X3 foi entregue em La Spezia a 13 de maio de 1932 e entrou em serviço nesse mesmo mês. Manteve a matrícula civil durante o voo de transferência desde a Alemanha; os voos de entrega dos dois barcos italianos foram um espetáculo devido à travessia dos Alpes a cerca de 3.200 m. Já em Itália recebeu o número de série militar MM.208.
Motores Fiat e dados da versão italiana
Tal como o X2, tinha doze motores V12 Fiat A.22R arrefecidos a líquido em vez das unidades Curtiss da aeronave alemã remotorizada, em seis nacelas em tandem envolvidas por uma carenagem aerodinâmica. As fontes indicam potências ligeiramente diferentes: cerca de 425 kW (570 hp) de potência normal a 1.900 rpm e 462 kW (620 hp) no máximo a 2.100 rpm, ou cerca de 440 kW (600 PS). A ficha técnica da versão italiana (X2 e X3) indica um peso em vazio de 34.820 kg, um peso em voo de 48.000 kg, 24.600 litros de combustível e 1.900 de óleo, uma velocidade máxima de 210 km/h e uma velocidade de cruzeiro de 175 km/h, 18 minutos para subir a 1.000 m, um teto de 3.200 m e um alcance de 2.800 km. A tripulação prevista era de 14 e a cabina estava preparada para 66 passageiros. Algumas fontes afirmam que os barcos italianos eram ligeiramente maiores do que o original; outras, que eram essencialmente idênticos exceto quanto ao grupo motopropulsor.
Treino, ensaios e propaganda
Inicialmente baseado na estação de hidroaviões de La Spezia-Cadimare, no mar da Ligúria, e mais tarde transferido para outras bases, o X3 foi utilizado em voos de treino para a escola superior de guerra, cruzeiros de formação de oficiais e exercícios aeronavais. Testou-se o seu uso como bombardeiro, para o qual recebeu um posto de cauda envidraçado, mas a tentativa revelou-se insatisfatória. A força aérea organizou também vários voos por Itália para tornar mais aceitável aos olhos do público o custo elevado e controverso das duas aeronaves. Em 1934 os voos e as dotações de tripulação foram reduzidos.
Um fim sem acidente
Ao contrário do X2, que sofreu vários incidentes graves, o X3 nunca sofreu danos. Isso não fez diferença: ambos foram retirados por volta de 1935, pois mantê-los em voo era insustentável e o seu desempenho não era suficiente para lhes dar uma utilidade real. As fontes divergem quanto ao local e à data do fim — postos na reserva em Marina di Pisa em 1935 e desmantelados em 1937, ou desmontados logo em 1935 em La Spezia —, mas concordam em que o X3 foi desmantelado juntamente com a irmã.
O nome
A aeronave homenageava Alessandro Guidoni (1880-1928), engenheiro naval de Turim e pioneiro dos hidroaviões que experimentou torpedos lançados do ar em 1912 e chegou a general da Regia Aeronautica. Morreu a 27 de abril de 1928 quando testava pessoalmente um paraquedas no aeródromo de Montecelio, localidade que em 1937 foi rebatizada Guidonia Montecelio em sua honra.