Variante do Consolidated B-24 Liberator
Consolidated B-24 Liberator B-24A
A primeira versão de produção do Consolidated Liberator: nove células entregues ao Exército dos EUA em 1941 e operadas como transportes de longo alcance pelo Ferrying Command, enquanto vinte aeronaves da mesma encomenda foram para a RAF.
Ficha do Consolidated B-24 Liberator

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- Unidades construídas
História
O B-24A foi a primeira versão de produção do Model 32 da Consolidated, a aeronave que o U.S. Army Air Corps viria a conhecer como Liberator. O protótipo XB-24 voou em 29 de dezembro de 1939, mas a encomenda do modelo A já havia sido feita: em agosto de 1939, com o protótipo ainda por terminar, o Air Corps contratou um lote de B-24A destinado sobretudo à avaliação e a missões de longo alcance. A urgência por aeronaves capazes de atravessar oceanos explica essa antecipação, e explica também por que a variante nasceu com um propósito bem diferente do de suas sucessoras. O B-24A não foi concebido como o bombardeiro pesado de massa que o B-24D viria a ser, mas como uma máquina de ligação, transporte e reconhecimento de muito longo alcance. Em comparação com o XB-24, a principal mudança foi o refinamento aerodinâmico, e daí resultou um melhor desempenho.
A encomenda foi dividida antes de as aeronaves chegarem às unidades operacionais. Vinte células, originalmente designadas com os números de série norte-americanos 40-2349 a 40-2368, foram liberadas para compra direta pela Grã-Bretanha, onde receberam o nome de serviço Liberator B.Mk.I e os números de série AM910 a AM929; a entrega ocorreu na primavera e no verão de 1941. Após ensaios no Aeroplane and Armament Experimental Establishment em Boscombe Down, a RAF considerou-as inadequadas para o combate sobre a Europa: careciam de tanques autovedantes, o armamento defensivo era fraco e a aeronave, no conjunto, não estava preparada para o espaço aéreo contestado. O alcance e a capacidade de carga, contudo, tornavam-nas ideais para a patrulha marítima. Doze exemplares passaram pela Scottish Aviation em Prestwick para uma conversão completa ao padrão Liberator GR.Mk.I, com radar ASV e um pacote de quatro canhões Hispano de 20 mm sob o compartimento dianteiro de bombas; alguns receberam também pequenas asas com oito foguetes RP-3 e um holofote Leigh sob a asa de estibordo. Atribuídos ao 15 Group do Coastal Command com o No. 120 Squadron, reformado em junho de 1941, serviram até dezembro de 1943 e foram creditados com cinco U-boats afundados e quatro danificados. O AM929 afundou o U-597 em 12 de outubro de 1942 e o U-200 em 24 de junho de 1943, e partilhou o afundamento do U-540 em 17 de outubro de 1943; o AM919 afundou o U-258 em 20 de maio de 1943. Três outras aeronaves (AM915, AM918 e AM920) tornaram-se cargueiros Liberator C.Mk.I para o serviço de retorno transatlântico: o AM918, matriculado civilmente como G-AGDR, voou sem escalas de Hurn ao Cairo em 24-25 de janeiro de 1942, e foi abatido por engano por um Spitfire sobre o Canal da Mancha em 15 de fevereiro de 1943.
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As nove aeronaves que de fato chegaram ao Exército dos EUA — a primeira em junho de 1941 — foram para o Ferrying Command e voaram na rota entre o Canadá e a Inglaterra. Uma delas abriu a rota de ferry do Atlântico Sul; em setembro de 1941 duas transportaram a missão Harriman a Moscou, e outra foi a primeira aeronave a sobrevoar a calota de gelo da Gronelândia. Duas foram destacadas para fotografar as bases japonesas em Truk, Jaluit e Ponape durante um voo do Havaí às Filipinas, mas o ataque a Pearl Harbor antecipou-se à missão: uma foi destruída em Hickam Field e a outra sobreviveu, registando mais de 10.000 horas de voo antes de ser desmantelada. As sobreviventes foram logo redesignadas RB-24A, um rótulo que as limitava a funções não combatentes. Uma aeronave do lote britânico, o AM927, teve um destino singular: danificada num acidente de aterragem em 24 de julho de 1941 em Albuquerque, onde serviu como treinadora no centro dirigido pela Transcontinental & Western Air, foi reconstruída pela Consolidated no outono de 1941 como o protótipo XC-87, a origem do transporte Liberator Express. Voou depois como transporte executivo e empresarial, e acabou por ser preservada. Os fundos e os números de série do contrato do B-24A foram transferidos para a produção posterior, de modo que a variante encerrou a sua história como ponte entre o protótipo e os bombardeiros de produção que se seguiram.
Multimédia
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