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Por que é preciso ativar o modo avião no avião?

Resposta direta

O modo avião é obrigatório porque um telefone à procura de uma torre distante transmite em potência máxima, e reguladores como FCC e EASA preferem eliminar a interferência com rádios e equipamentos de navegação em vez de comprová-la inofensiva. Desde 2014, a EASA permite que companhias aéreas autorizem telefones se demonstrarem que suas aeronaves os toleram.

Por que é preciso ativar o modo avião no avião?
Lear Jet 23

Os dois reguladores por trás da norma

A norma tem duas raízes independentes. Nos EUA, a Federal Communications Commission, não a autoridade de aviação, proíbe o uso de celulares em aeronaves em voo desde 1991. Sua preocupação era a rede terrestre: um telefone a 10 km de altitude tem linha de visada simultânea com dezenas de torres de celular e confundiria o sistema que transfere chamadas entre torres. O lado da aviação, a FAA nos EUA e a EASA na Europa, preocupa-se com a própria aeronave. Suas normas exigem que os operadores comprovem, antes da certificação em voo, que os dispositivos eletrônicos portáteis não interferem nos equipamentos de navegação e comunicação.

O que a interferência realmente significa

Todo rádio e receptor de aeronave moderno é projetado e testado para tolerar ruído de radiofrequência, e um telefone dentro de uma fuselagem metálica é um transmissor fraco. O problema não é um único telefone, mas a combinação de muitos dispositivos em posições desconhecidas, com defeitos desconhecidos, transmitindo em potência máxima porque não conseguem alcançar uma torre. Os receptores do sistema de aterragem por instrumentos, os rádios VHF e os receptores GPS escutam todos sinais fracos, e ruído intermitente nesses canais é exatamente o tipo de falha difícil de reproduzir e difícil de provar que não existe. O modo avião elimina a dúvida sem custo algum. Por isso a regra persiste, embora os incidentes documentados sejam raros e majoritariamente anedóticos.

Como as regras foram relaxadas

O quadro mudou em 2013 e 2014. A FAA concluiu que a maioria das aeronaves tolera dispositivos em modo avião em todas as fases do voo e encerrou a antiga exigência de desligar tudo abaixo de 10.000 pés. A EASA seguiu o exemplo e, em 2014, foi além: as companhias aéreas podem permitir telefones em modo normal durante todo o voo, se comprovarem que seu tipo específico de aeronave não é afetado. Alguns operadores europeus já fazem isso, e os sistemas de conectividade a bordo encaminham chamadas e dados através de uma picocélula a bordo e um enlace de satélite, mantendo baixa a potência de transmissão do dispositivo e deixando a rede terrestre de fora. A decisão europeia de 2023 de abrir frequências 5G a bordo baseia-se no mesmo princípio: a aeronave leva sua própria estação base.

A resposta prática

Para o passageiro, o modo avião é uma cortesia a uma cultura de segurança que prefere eliminar um risco em vez de quantificá-lo. O telefone ficaria de qualquer forma procurando torres indefinidamente em altitude de cruzeiro, esgotando a bateria inutilmente, e o wi-fi da companhia aérea funciona perfeitamente com a parte celular desligada.

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