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Que empresas, antigas inimigas, colaboraram no Tornado?

Resposta direta

A Panavia Aircraft GmbH, criada em 1969, pertencia à British Aircraft Corporation, à Messerschmitt-Bölkow-Blohm e à Fiat Aviazione, que nesse mesmo ano passou a chamar-se Aeritalia. Para o motor RB199 formou-se em separado a Turbo-Union, em junho de 1970, com Rolls-Royce, MTU e FIAT.

Que empresas, antigas inimigas, colaboraram no Tornado?
120319-F-NQ744-002 Nicola Baumann, segunda mulher piloto de caça da Luftwaffe (GAF), posa com o seu Tornado ECR durante um espetáculo aéreo

Um consórcio nascido em 1969

Em 26 de março de 1969, quatro países parceiros — Reino Unido, Alemanha, Itália e Países Baixos — acordaram constituir uma empresa multinacional, a Panavia Aircraft GmbH. Os Países Baixos abandonaram o projeto em 1970, alegando que o avião era demasiado complicado e técnico para as preferências da RNLAF. O Canadá e a Bélgica já se tinham retirado antes de ser assumido qualquer compromisso de longo prazo com o programa.

A divisão do trabalho

O Reino Unido e a Alemanha Ocidental ficaram cada um com 42,5% da carga de trabalho, e os restantes 15% couberam à Itália. A fuselagem dianteira e o conjunto de cauda foram atribuídos à BAC, hoje BAE Systems, no Reino Unido; a fuselagem central à MBB, hoje parte da Airbus, na Alemanha Ocidental; e as asas à Aeritalia, hoje Leonardo, na Itália.

Uma segunda sociedade para o motor

Em junho de 1970 criou-se uma empresa multinacional separada, a Turbo-Union, para desenvolver e fabricar os motores RB199 do avião, com a propriedade repartida em 40% para a Rolls-Royce, 40% para a MTU e 20% para a FIAT.

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