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O que é o B-21?

Resposta direta

O B-21 Raider é o próximo bombardeiro furtivo dos EUA, construído pela Northrop Grumman para substituir os B-1B e B-2 no final da década de 2020. É uma asa voadora com dois tripulantes, capaz de armas convencionais ou nucleares, projetada para fácil atualização. Voou por primeira vez em 10 de novembro de 2023; a Força Aérea planeia pelo menos 100 unidades (set. 2026).

O que é o B-21?
B-21 em voo

Um bombardeiro furtivo de sexta geração

O B-21 Raider é o primeiro novo bombardeiro americano desde o B-2 Spirit, dos anos 1990. A Northrop Grumman venceu o concurso para o Long Range Strike Bomber em outubro de 2015, a aeronave foi apresentada em 2 de dezembro de 2022 em Palmdale, Califórnia, e o primeiro exemplar voou de Palmdale até a Base Aérea de Edwards em 10 de novembro de 2023. O nome homenageia os Doolittle Raiders de 1942. Externamente, assemelha-se a um B-2 menor: uma asa voadora sem cauda com motores embutidos, mas com uma seção central mais profunda, um bordo de fuga mais simples e entradas de ar rentes à fuselagem, destinadas a reduzir ainda mais a assinatura de radar e infravermelho.

Para que serve

A Força Aérea descreve-o como um bombardeiro de penetração de dupla capacidade: capaz de atravessar defesas aéreas modernas e lançar armas convencionais ou a bomba nuclear B61-12, além do futuro míssil Long Range Standoff. Tem uma tripulação de duas pessoas, embora o projeto permita mais tarde um modo não tripulado. O alcance e a carga útil permanecem secretos; oficialmente, a aeronave é menor que o B-2 e transporta menos, trocando dimensão por custos mais baixos e maior número de unidades. A ideia central do programa é uma arquitetura de sistemas de missão aberta, para que sensores, software e armas possam ser substituídos sem redesenhar a célula.

Números, custos e cronograma

A força aérea planeia pelo menos 100 aeronaves e já falou de uma frota maior, com a Base Aérea de Ellsworth, na Dakota do Sul, a servir como primeira base operacional e de treino. O custo médio por unidade foi limitado em 550 milhões de dólares em 2010, o que hoje (setembro de 2026) equivale a cerca de 700 milhões. As aeronaves de teste voam em Edwards desde 2023, a produção em série de baixo volume já está em curso, e o B-21 deverá começar a substituir o B-1B e o B-2 na segunda metade desta década, deixando o B-52 como o único bombardeiro remanescente da frota.

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