Sabia…
Quem tem o jato particular mais caro do mundo?
Resposta direta
O mais caro vem do catálogo dos aviões comerciais: o Airbus A350-900, a célula por detrás do ACJ350, constava na última lista de preços da Airbus, de janeiro de 2018, por 317,4 milhões de dólares, e a conversão VIP acrescenta mais várias dezenas de milhões. Entre os jatos executivos, lidera o Bombardier Global 8000, anunciado a 78 milhões de dólares.
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Duas ligas diferentes
A pergunta esconde dois mercados que devem ser considerados separadamente. Por um lado estão os aviões comerciais convertidos em residências voadoras: a Airbus vende a família ACJ (A319, A320, A330neo, A350) e a Boeing os BBJ (737 MAX, 777X, 787). Esses aviões saem da linha de montagem como aviões comerciais e passam depois anos num centro de equipamento que instala quartos, escritórios e banheiros com duche. A última lista de preços publicada pela Airbus, em janeiro de 2018, fixava o A350-900 — a célula por detrás do ACJ350 — em 317,4 milhões de dólares; a decoração interior é contratada em separado e pode custar mais de cem milhões de dólares nos aviões de fuselagem larga. Nem a Airbus nem a Boeing publicam atualmente preços de catálogo, por isso qualquer número posterior baseia-se em estimativas de mercado.
Por outro lado está o jato executivo concebido como tal desde o primeiro desenho. Aí, a referência de topo é o Bombardier Global 8000, apresentado em 2022 com um preço anunciado de 78 milhões de dólares, seguido de perto pelo Gulfstream G800 e o Dassault Falcon 10X.
Por que o preço de catálogo é enganador
Nenhum comprador paga o preço de lista. Os grandes operadores negoceiam descontos por volume, e no extremo VIP o preço depende de decisões que não constam em nenhuma lista: tanques de combustível adicionais, blindagem, sistemas de comunicação encriptados ou acabamentos com materiais nobres. Os aviões para chefes de Estado, financiados por orçamentos públicos, são ainda contabilizados com os custos de toda a missão, não apenas os do avião.
As despesas não terminam na compra
Um avião privado de fuselagem larga precisa de uma tripulação fixa, um hangar, manutenção programada e um consumo de combustível muitas vezes superior ao de um jato leve. A operação anual de um ACJ ou de um BBJ custa vários milhões de dólares, mesmo que voe poucas horas, o que explica por que muitos proprietários acabam a preferir um jato de longo alcance convencional.
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