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Por que muitos pilotos veteranos preferiam as seis metralhadoras do Corsair aos canhões?

Resposta direta

Pela munição e pela cadência. Os aviadores preferiam as seis metralhadoras de .50 in (12,7 mm) porque davam mais vantagens do que os canhões no fornecimento de munição e no ritmo de fogo, embora estes se tenham mostrado eficazes no ataque ao solo. Por canhão só cabiam 200 projéteis de 20 mm, contra 400 cartuchos por metralhadora.

Por que muitos pilotos veteranos preferiam as seis metralhadoras do Corsair aos canhões?
F4U em Oshkosh 2023

O F4U-1C, a versão com canhões

O prototipo do F4U-1C, BuNo 50277, apareceu em agosto de 1943 e partia de um F4U-1. Pensado tanto para ataque ao solo como para missões de caça, era semelhante ao F4U-1D, mas as suas seis metralhadoras foram substituídas por quatro canhões de 20 milímetros. Foram construídos 200 exemplares desta variante entre julho e novembro de 1944, todos baseados no F4U-1D. A versão entrou em combate em 1945, de forma destacada na campanha de Okinawa.

Munição e cadência

Os aviadores preferiam o armamento padrão de seis metralhadoras de .50 in (12,7 mm) porque oferecia maiores vantagens do que os canhões no fornecimento de munição e no ritmo de fogo, embora os canhões se tenham mostrado eficazes no ataque ao solo. Por canhão só podiam ser transportados 200 projéteis de 20 mm, contra 400 cartuchos por metralhadora. Só foram comprados 200 F4U-1C e o F4U-4 manteve a configuração de seis .50, sobretudo pelos problemas persistentes de fiabilidade do canhão Hispano-Suiza original.

O argumento a favor do canhão

O comandante J. P. Monroe afirmou que um canhão de 20 mm equivalia a três metralhadoras de .50 em eficácia de tiro. A 500 jardas, o 20 mm atravessava 0,75 polegadas de blindagem, enquanto a .50 só chegava a 0,43. Segundo esse mesmo raciocínio, o 20 era letal o suficiente para tirar muito mais partido desses 200 projéteis do que a .50 dos seus 400.

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