Sabia…
Que solução encontraram os britânicos para os cortes de motor dos Spitfire em picada?
Resposta direta
Um restritor de caudal de latão em forma de dedal, criado pela engenheira Beatrice Shilling no Royal Aircraft Establishment de Farnborough, que podia ser montado sem retirar o avião de serviço. Sem resolver totalmente o problema, permitia manobras rápidas de g negativo sem perder potência.

O que acontecia aos caças com motor Merlin
Ao executar uma manobra de g negativo, em picada acentuada, o combustível era empurrado para a parte superior da câmara do flutuador em vez de descer para o motor, com a consequente perda de potência. O combustível inundava o carburador com uma mistura demasiado rica, e o corte por mistura rica apagava o motor por completo. Os pilotos alemães podiam explorar isso picando de forma acentuada enquanto abriam a aceleração, uma manobra que os aviões britânicos que os perseguiam não conseguiam copiar.
O dedal de latão de Beatrice Shilling
Beatrice Shilling, engenheira do Royal Aircraft Establishment no aeródromo de Farnborough, inventou um dispositivo que podia ser montado sem retirar o avião de serviço. Projetou um restritor de caudal de latão em forma de dedal, com dimensões calculadas com precisão para deixar passar apenas o combustível necessário para a potência máxima do motor. O design desse restritor foi mais tarde refinado até se tornar uma simples arruela plana de latão.
O que mudou no combate
Sem resolver completamente o problema, o restritor, junto com modificações na válvula de agulha, permitiu aos pilotos fazer manobras rápidas de g negativo sem perda de potência. Essa melhoria corrigiu a desvantagem dos caças da RAF com motor Rolls-Royce Merlin em relação ao Messerschmitt Bf 109E alemão. No início de 1941, Shilling percorreu com uma pequena equipa uma base da RAF após outra instalando os restritores, com prioridade para as unidades de primeira linha, e em março de 1941 o dispositivo já estava instalado em todo o RAF Fighter Command.
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