Sabia…
Que recorde tem o G91R/3 na Alemanha?
Resposta direta
O G.91 foi o primeiro avião de combate fabricado na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial, e o G91R/3 era precisamente a versão monolugar de ataque ao solo e reconhecimento destinada à Luftwaffe. A sua construção foi repartida entre a Messerschmitt, a Dornier — que fazia a montagem final e os voos de teste — e a Heinkel.

O primeiro avião de combate alemão do pós-guerra
A distinção associada ao Fiat G.91 é pouco comum: foi o primeiro avião de combate fabricado na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial. Não se trata de um recorde de velocidade nem de altitude, mas de um marco industrial e político, o do regresso da indústria aeronáutica militar alemã à produção de aviões de combate após o intervalo aberto pela guerra. E o modelo que materializou esse regresso foi o pequeno caça ligeiro de ataque de concepção italiana.
A versão da Luftwaffe
O G91R/3 é precisamente a variante ligada a esse capítulo alemão: a versão monolugar de ataque ao solo e reconhecimento destinada à Luftwaffe. Ou seja, a força aérea alemã não recebeu uma simples adaptação da versão italiana, mas um modelo específico dentro da família R, orientado para a dupla missão de atacar objectivos terrestres e obter informação visual sobre eles.
Três fabricantes para um só avião
O que permite ao G.91 reivindicar esse marco é que a fabricação foi realmente feita na Alemanha, repartida entre três dos nomes clássicos dessa indústria. A Messerschmitt produzia a fuselagem dianteira e o conjunto da cauda; a Dornier encarregava-se da fuselagem central e, sobretudo, da montagem final e dos voos de teste; a Heinkel fabricava a asa. Essa repartição transformava o programa num exercício de reconstrução industrial partilhada: cada empresa recuperava uma parte do trabalho aeronáutico, e a integração do avião completo — a fase que define onde uma aeronave é realmente fabricada — ficava em mãos alemãs, na linha da Dornier, antes da entrega à Luftwaffe.
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