Sabia…
Que projeto da Lockheed serviu de disfarce para o Constellation?
Resposta direta
O L-044 Excalibur, um quadrimotor de passageiros com cabine pressurizada que a Lockheed estudava desde 1937. Segundo o engenheiro da Lockheed Willis Hawkins, esse programa servia na verdade para encobrir o desenvolvimento do Constellation, nascido de uma encomenda da TWA de 1939 que superava em muito o Excalibur.

O Excalibur, um projeto anterior
Desde 1937, a Lockheed trabalhava no L-044 Excalibur, um avião comercial de quatro motores com cabine pressurizada derivado do bimotor Lockheed 14. Era um projeto ambicioso para a época, mas em 1939 chegou uma encomenda que o fez parecer pequeno. A Trans World Airlines, então sob a influência de Howard Hughes, seu acionista majoritário, pediu à Lockheed um avião transcontinental capaz de atravessar os Estados Unidos de costa a costa com 40 passageiros e um alcance de 5.630 quilômetros, exigências que superavam em muito as do Excalibur.
Uma fachada para o Constellation
Desses requisitos da TWA surgiu o L-049 Constellation, projetado por uma equipe de engenheiros da Lockheed que incluía Kelly Johnson e Hall Hibbard. Outro engenheiro da empresa, Willis Hawkins, afirmou anos depois que a verdadeira função do programa Excalibur tinha sido encobrir o desenvolvimento do Constellation. A discrição fazia sentido em um mercado em que vários fabricantes competiam pelas encomendas das grandes companhias aéreas e em que a TWA queria vantagem sobre suas rivais com um avião mais rápido e de maior alcance.
Um projeto com ideias próprias
O Constellation aproveitou soluções de outros aviões da empresa: sua asa era muito parecida com a do caça P-38 Lightning e diferia principalmente no tamanho. Adotou ainda um trem de pouso triciclo, pouco comum nos grandes aviões da época, e uma tripla deriva escolhida para reduzir a altura total. O Excalibur nunca chegou a ser fabricado em série, enquanto do Constellation foram construídos 856 exemplares entre 1943 e 1958 na fábrica de Burbank, na Califórnia.
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