Sabia…
Que nome a Lockheed queria dar ao P-38 antes que «Lightning» se impusesse?
Resposta direta
Atalanta. A Lockheed havia escolhido o nome da veloz deusa grega seguindo seu costume de batizar seus aviões com figuras mitológicas e celestes. Mas os britânicos, que ficaram com todo o pedido após a queda da França em junho de 1940, o chamaram de Lightning, e esse foi o nome que permaneceu.
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A tradição mitológica da Lockheed
A Lockheed tinha o costume de dar a seus aviões nomes de figuras mitológicas e celestes, e para seu caça bimotor escolheu Atalanta, a deusa grega famosa por sua velocidade na corrida. Era um nome coerente com o que o avião prometia: o P-38 foi o primeiro avião militar a superar as 400 mph (640 km/h) em voo horizontal, e seu protótipo XP-38 havia voado por primeira vez em 27 de janeiro de 1939, pilotado por Ben Kelsey.
O pedido britânico e o nome «Lightning»
O nome definitivo chegou pela via da exportação. Após a queda da França em junho de 1940, os britânicos assumiram o pedido completo e deram ao avião o nome de serviço «Lightning». Aqueles aviões de exportação tinham uma peculiaridade: os aliados do além-mar queriam que seus motores Allison fossem totalmente comuns com os dos numerosos Curtiss P-40 Tomahawk que tinham encomendado, de modo que pediram dois motores que giravam para a direita, sem contrarrotação, e sem turbocompressores. No final, manteve-se o nome britânico em vez do Atalanta original da Lockheed.
Um nome com descendência
O nome ficou ligado para sempre a um avião fabricado em grande escala durante toda a participação dos Estados Unidos na guerra. Décadas depois, o F-35 da Lockheed Martin recebeu o nome operacional de Lightning II como homenagem ao P-38. Seus inimigos lhe deram outros nomes: os alemães o apelidaram de Gabelschwanz Teufel («diabo de cauda em forquilha»), e no Pacífico os japoneses o chamavam de «dois aviões, um piloto».
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