Sabia…
Que Airbus tem problemas?
Resposta direta
O caso mais generalizado atualmente é a família A320neo com motores Pratt & Whitney PW1100G: um defeito no metal em pó de alguns discos exige inspeções que mantêm centenas de aviões em terra desde 2023 (dados de setembro de 2026). Não é um defeito estrutural do avião em si, mas de um dos seus dois motores opcionais.

O problema do motor PW1100G
A Airbus não fabrica os seus próprios motores. A família A320neo é oferecida com duas opções: o CFM LEAP-1A e o Pratt & Whitney PW1100G, um motor geared turbofan. Em 2023, a Pratt & Whitney reconheceu que um contaminante no metal em pó usado para fabricar discos de turbina de alta pressão podia causar microfissuras. A correção exige a remoção do motor e a inspeção ou substituição de peças, e cada visita à oficina pode demorar meses devido à sobrecarga da rede de manutenção.
As companhias aéreas sofrem as consequências: operadores como Lufthansa, Spirit, IndiGo, Wizz Air e Volaris mantêm há anos uma parte significativa das suas frotas neo em terra, com compensações negociadas com o fabricante do motor. A Airbus continua a entregar aviões, mas o problema afeta a disponibilidade da família mais vendida da história.
Outros problemas em aberto
O A220, que usa o PW1500G da mesma família, partilha algumas das limitações de durabilidade. No A350, Qatar Airways e Airbus estiveram em litígio entre 2021 e 2023 por danos na pintura e na malha de proteção contra raios, resolvido por acordo. O A321XLR só obteve a sua certificação em 2024, com atraso, devido a exigências da EASA relativas ao tanque de combustível traseiro integrado na fuselagem.
O que não é um problema do avião
Vale a pena distinguir entre um defeito de conceção, uma falha de um fornecedor e um atraso industrial. A aeronavegabilidade do A320neo não está em questão: os aviões que voam hoje cumprem a regulamentação da EASA. O que falta é a capacidade para inspecionar os motores a tempo, algo mais próximo de um problema de cadeia de abastecimento do que de engenharia.
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