Sabia…
Por que os Constellation de Eisenhower se chamavam Columbine?
Resposta direta
Por causa da aquilégia, a flor oficial do estado do Colorado. Eisenhower já tinha voado, como general do Exército, num Constellation chamado Columbine, e manteve o nome nos seus aviões presidenciais: o VC-121A Columbine II e depois o VC-121E Columbine III, que o substituiu em 1959.

Um nome com raízes no Colorado
A aquilégia é a flor oficial do estado do Colorado, e essa foi a origem do nome que Dwight D. Eisenhower deu aos seus Lockheed Constellation. Antes de chegar à Casa Branca, ainda como general do Exército dos Estados Unidos, já tinha voado num Constellation batizado Columbine. Ao tornar-se presidente, manteve o costume, de modo que a denominação passou a identificar os aviões do chefe de Estado durante boa parte da década de 1950.
Columbine II e Columbine III
O Columbine II era um VC-121A, versão de transporte de autoridades derivada do Model 749 civil, com o número de série da Força Aérea 48-0610. Em 1959 foi substituído pelo Columbine III, um VC-121E com o número de série 53-7885, hoje preservado no Museu Nacional da Força Aérea dos Estados Unidos. A passagem de um modelo para o outro reflete a evolução do próprio Constellation, que foi crescendo em versões cada vez mais longas e capazes.
O primeiro «Air Force One»
O Columbine II tem também um lugar na história das comunicações aeronáuticas. Em 1953 ocorreu uma confusão de indicativos entre o voo comercial Eastern Air Lines 8610 e o avião da Força Aérea que transportava Eisenhower, que voava com o indicativo «Air Force 8610». Devido a essa confusão, adotou-se um indicativo exclusivo para o avião que transporta o presidente, e o Columbine II foi o primeiro a usar o «Air Force One».
A história do avião não terminou com a sua retirada de serviço. Em março de 2016 voou do Aeroporto Regional de Marana, no Arizona, até Bridgewater, na Virgínia, para ser restaurado pela empresa Dynamic Aviation. O seu fundador, Karl Stoltzfus Sr., tinha-o comprado por menos de 1,5 milhões de dólares; após a sua morte em novembro de 2020, a empresa continuou os trabalhos com uma equipa mais reduzida.
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