Sabia…
Por que o Vulcan passou de bombardeiro de grande altitude a voo a baixa altitude?
Resposta direta
Para sobreviver a defesas soviéticas cada vez melhores. Em meados dos anos sessenta, o Vulcan adotou um novo perfil de missão: voar alto no trânsito e descer ao rés do solo ao aproximar-se do objetivo, para evitar radares e mísseis, até os submarinos Polaris assumirem a dissuasão.
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O fim da altitude como escudo
O Vulcan tinha sido concebido para bombardear a grande altitude, confiando na velocidade e na altitude para evitar a interceção, já que não possuía armamento defensivo. No final dos anos cinquenta e início dos anos sessenta, a melhoria das defesas antiaéreas soviéticas fez com que essa proteção deixasse de ser suficiente.
Um novo perfil de missão
O cancelamento do míssil norte-americano Skybolt em 1962 deixou a RAF com o Blue Steel como arma de lançamento a distância. Para colmatar a lacuna até a Royal Navy assumir a dissuasão com os seus submarinos armados com míseis Polaris, os Vulcan adotaram um novo perfil de missão: voar alto durante o trânsito livre, descer a baixa altitude na aproximação para evitar as defesas inimigas, e largar uma bomba travada por paraquedas. A táctica de baixa altitude foi introduzida em meados dos anos sessenta.
O que isso exigiu do avião
Voar baixo castigava a estrutura. Os B.2 receberam reforços na ala para alcançar a vida à fadiga necessária, além de um radar de seguimento do terreno, nova navegação, contramedidas melhoradas e uma arma comum, a WE.177. Os B.1A, que não foram reforçados, estavam todos retirados em 1968.
Nem todos estavam convencidos. O vice-marechal do ar Ron Dick, antigo piloto de Vulcan, chegou a duvidar que o avião teria sido eficaz voando a baixa altitude numa guerra contra a União Soviética. Quando os submarinos Polaris entraram em serviço e o Blue Steel foi retirado em 1970, o Vulcan continuou a transportar a WE.177B num papel nuclear tático dentro da contribuição britânica para a OTAN.
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