Sabia…
O que um radar moderno consegue dizer sobre um avião a 400 km?
Resposta direta
A essa distância o radar de pulso-Doppler do Boeing E-3 Sentry alcança mais de 250 mi (400 km) contra alvos que voam baixo na sua altitude operacional. A sua capacidade look down permite detetar, identificar e seguir aviões a baixa altitude eliminando os ecos do terreno. Os computadores de missão correlacionam as pistas e interrogam o IFF.

Até onde alcança
O radar de pulso-Doppler do E-3 Sentry tem um alcance superior a 250 mi (400 km) contra alvos que voam baixo quando o avião está na sua altitude operacional, enquanto o radar de pulsos (BTH) chega a cerca de 400 mi (650 km) contra aviões a média e alta cota. Uma tripulação de missão de controladores segue alvos do tamanho de um caça e dirige os aviões próprios para a interceção.
O que extrai do eco
A capacidade look down do E-3 serve para detetar, identificar e seguir aviões que voam baixo, eliminando os retornos do terreno. O radar funciona em modo pulso-Doppler, o que lhe permite detetar e seguir alvos em movimento contra o ruído do solo. Os computadores de missão a bordo correlacionam as pistas de radar, identificam amigo ou inimigo interrogando o transponder IFF e apresentam a situação aérea à tripulação de missão em ecrãs táticos.
O programa que o pôs no ar
Os E-3 são conhecidos comummente como AWACS. Em 1963 a USAF pediu propostas para um sistema aerotransportado de alerta e controlo (AWACS) que substituísse os seus EC-121 Warning Star, que há mais de uma década desempenhavam o papel de alerta aéreo antecipado. Foram adjudicados contratos à Boeing, à Douglas e à Lockheed, tendo esta última sido eliminada em julho de 1966; em 1967 lançou-se um programa paralelo para desenvolver o radar, com a Westinghouse Electric e a Hughes Aircraft a competir pelo sistema. Em julho de 1970 escolheu-se a Boeing em detrimento da proposta da McDonnell Douglas baseada no DC-8.
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