Sabia…
O que era o BQ-17 da Operação Aphrodite?
Resposta direta
Não existiu nenhum BQ-17: os B-17 da operação Aphrodite foram designados BQ-7. Eram Flying Fortress desgastados, despidos de armamento e carregados de explosivos, dirigidos por rádio contra bunkers e abrigos de submarinos alemães. A tripulação saltava de paraquedas após ceder o comando a um avião ama.

Um bombardeiro transformado em bomba voadora
Aphrodite era o nome de código de uma operação das Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos para empregar Boeing B-17 Flying Fortress e Consolidated PB4Y desgastados como bombas voadoras controladas por rádio contra bunkers e outras instalações inimigas reforçadas ou endurecidas. A designação dessas aeronaves não era BQ-17: Doolittle aprovou o plano em 26 de junho e atribuiu à 3rd Bombardment Division a preparação e o voo dos drones, que seriam designados BQ-7. O plano previa B-17E/F retirados do serviço operacional, conhecidos por apelidos como «robot», «baby», «drone» ou «weary Willy», carregados ao limite com explosivos e dirigidos por controlo de rádio contra fortificações resistentes a bombas, como os abrigos de submarinos alemães e as posições de armas V.
Preparação e carregamento
Na base da RAF em Honington, bombardeiros B-17F e B-17G foram despidos de todo o armamento de combate e do restante equipamento não essencial. O drone era carregado com uma quantidade de explosivo cujo peso superava em mais do dobro a carga normal de bombas de um B-17. O Torpex britânico usado para esse fim era 50 % mais potente do que o TNT puro.
Decolagem tripulada e controlo remoto
Cada drone era levado ao ar por uma tripulação voluntária composta por um piloto e um mecânico de voo até uma altitude de 2.000 ft (600 m), antes de transferir o controlo para os operadores do CQ-4. Após a transferência do comando, os dois homens armavam a carga e saltavam de paraquedas da cabine. O avião «ama» guiava então o míssil até ao objetivo. As USAAF planearam ainda equipar B-24 Liberator desgastados com explosivos e pilotos automáticos para os usar contra objetivos defendidos no Japão, sob a designação BQ-8.
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