Sabia…
Como eram recuperados os drones Teledyne Ryan 147 no Vietnã?
Resposta direta
O método era aéreo: ao terminar a missão, o próprio drone implantava um paraquedas de recuperação e um helicóptero o engatava em voo. A Força Aérea estruturou o procedimento com o Sikorsky CH-3E, que agarrava a campânula no ar e recolhia a aeronave com o guincho. Houve 2.655 recuperações em 2.745 tentativas, 97%.

O próprio drone dava o primeiro passo
O Ryan 147 não voltava a uma pista ao terminar sua missão. Ao concluir a missão, a aeronave implantava seu próprio paraquedas de recuperação, de modo que a fase final do voo deixava de ser voo pilotado remotamente e passava a ser uma descida freada sob uma campânula de tecido. A partir desse momento a sorte do drone dependia de um terceiro, pois o paraquedas foi projetado para ser agarrado em pleno voo por um helicóptero de recuperação, com o veículo ainda suspenso nele.
O engate em voo com um CH-3E
A Força Aérea dos Estados Unidos estruturou esse procedimento em torno de uma aeronave específica: o Sikorsky CH-3E. O helicóptero se aproximava do conjunto paraquedas-drone em descida, engatava a campânula no ar e depois içava a carga com o guincho até colocá-la a bordo. A sequência completa — paraquedas lançado pelo próprio veículo, engate aéreo e recolhimento com guincho — é o que diferenciava a recuperação dessas aeronaves da de um avião convencional: tudo se resolvia nos minutos de descida, sem que o drone voltasse a tocar o solo por meios próprios.
Uma taxa de 97%
O sistema não foi uma curiosidade isolada, mas o procedimento habitual, aplicado em grande escala. No conjunto do programa foram contabilizadas 2.655 recuperações bem-sucedidas em 2.745 tentativas, o que representa uma taxa de recuperação de 97%. Em outras palavras, quase todos os drones que chegavam à fase final acabavam pendurados no guincho de um helicóptero, de modo que um método tão delicado como engatar um paraquedas em voo se mostrou repetível milhares de vezes.
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