Sabia…
Como se chamava o M.B.326 sul-africano?
Resposta direta
Chamava-se Impala. Em 1964 a África do Sul obteve licença para fabricar o Aermacchi MB-326, e em 1966 começou a produção do Impala Mk I: a Atlas Aircraft Corporation construiu cerca de 125 unidades para a Força Aérea Sul-Africana, muito além do lote inicial de 40 aeronaves importadas diretamente da Itália.

Um MB-326 com nome próprio
O MB-326 produzido na África do Sul ficou conhecido como Impala. Por trás da mudança de nome está um acordo industrial: em 1964 a África do Sul obteve uma licença para fabricar o Aermacchi MB-326, o treinador a jato de origem italiana, e o trabalho coube à Atlas Aircraft Corporation. A produção da primeira variante, o Impala Mk I, começou em 1966, dois anos após a obtenção da licença.
Mais aeronaves feitas no país do que importadas
A Força Aérea Sul-Africana (SAAF) não esperou a produção nacional para começar a operar o tipo: antes recebeu um lote inicial de 40 aeronaves importadas diretamente da Itália. A fabricação própria veio depois e acabou sendo muito maior. Das linhas da Atlas saíram cerca de 125 Impala Mk I destinados à SAAF, uma quantidade que superava com folga a dos exemplares comprados já prontos. O resultado é que o grosso da frota sul-africana do tipo era de construção local, com os aviões vindos da Itália como primeiro estágio do programa.
Treinador e avião de ataque ao mesmo tempo
O Impala Mk I não se limitava à instrução de pilotos. Estava convenientemente equipado para desempenhar os dois papéis: treinador e plataforma armada de ataque ao solo. Essa dupla condição define o tipo de aeronave que a África do Sul decidiu fabricar sob licença a partir do projeto italiano: um jato com o qual formar tripulações e que, ao mesmo tempo, podia ser empregado armado contra objetivos no solo. A combinação explica o volume da série, muito superior ao da compra inicial feita na Itália, e o papel central que a Atlas Aircraft Corporation assumiu no programa a partir de 1966.
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