Sabia…
Onde os aviões de passageiros transportam o combustível?
Resposta direta
O combustível de um avião de passageiros é armazenado nas asas, em tanques integrados formados pela própria estrutura selada da asa, e num tanque central sob a fuselagem, dentro da caixa da asa. Alguns aviões de longo alcance, como o A330, o A340 ou o A380, têm ainda um tanque de compensação na cauda.

A asa, o tanque principal
Na grande maioria dos aviões comerciais, o combustível não é transportado em tanques separados, como num carro, mas em "tanques integrados": a própria estrutura interna da asa, entre longarinas e nervuras, é selada e transformada num grande tanque. É uma solução eficiente em termos de peso e espaço, pois aproveita uma estrutura que já tem de existir para sustentar o avião em voo, e aproxima o peso do combustível do centro de sustentação, onde a asa se flexiona menos.
Um tanque central e, por vezes, um na cauda
Muitos aviões de fuselagem larga e alguns jatos de fuselagem estreita grandes adicionam um tanque central, situado na parte inferior da fuselagem, exatamente onde as duas metades da asa se encontram com a estrutura central conhecida como caixa de torção. É usado em voos de longa distância que não podem ser cobertos apenas com as asas. Alguns aviões de longo alcance com autonomia muito grande, como o Airbus A330, o A340 ou o A380, têm também um tanque de compensação na empenagem horizontal: além da capacidade adicional, permite deslocar combustível para trás durante a cruzeiro, para mover o centro de gravidade, reduzir o arrasto na cauda e poupar combustível.
Por que não se coloca na fuselagem central de passageiros
Armazenar combustível sob a cabina de passageiros, afastado das asas, complicaria a estrutura e a distribuição de peso, e aumentaria o risco em caso de impacto. Por isso, os engenheiros concentram o combustível nas asas e na caixa da asa, a zona estruturalmente mais reforçada do avião, protegida por conceção, pelas próprias nervuras e longarinas, contra danos externos, e só recorrem a tanques na cauda em modelos otimizados para rotas transoceânicas muito longas.
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