Sabia…
O que é um porta-aviões?
Resposta direta
Um porta-aviões é um navio de guerra com um deque de voo de onde aviões podem decolar, aterrissar e ser mantidos — uma base aérea móvel em águas internacionais. Os maiores, as classes norte-americanas Nimitz e Gerald R. Ford, têm mais de 330 m de comprimento, deslocam mais de 100.000 t e transportam mais de 60 aviões.

Como funciona
O problema é o espaço: uma pista de 300 m é curta demais para um caça carregado. Os porta-aviões americanos e o francês Charles de Gaulle resolvem a decolagem com catapultas (a vapor ou eletromagnéticas, no caso da classe Ford), que aceleram a aeronave a cerca de 150 nós em dois segundos, e o pouso com cabos de retenção que capturam a aeronave por meio de um gancho de cauda (tailhook). Outros navios, como a classe britânica Queen Elizabeth, os porta-aviões russos ou os porta-aviões chineses de primeira geração, usam uma rampa de proa (ski-jump) junto com aeronaves de decolagem curta e pouso vertical, ou decolagens com peso limitado. No deque, as operações são uma coreografia de equipes identificadas pela cor de seus coletes.
Um século de história
O primeiro voo a partir de um navio foi realizado por Eugene Ely em 1910, de uma plataforma no cruzador USS Birmingham; o primeiro pouso ocorreu em 1911, no USS Pennsylvania. O britânico HMS Argus foi, a partir de 1918, o primeiro navio com um deque de voo ao longo de todo o comprimento do casco. As batalhas no Pacífico, incluindo Pearl Harbor e Midway, consolidaram o porta-aviões como principal navio de combate, deslocando o encouraçado. A propulsão nuclear, que debutou em 1961 no USS Enterprise, tornou o próprio navio independente de combustível — mas não seu grupo aéreo.
Quem os possui
Os Estados Unidos operam onze porta-aviões de propulsão nuclear, um número sem comparação. França, Reino Unido, China, Índia, Rússia e Itália possuem um ou dois cada. A Espanha não tem mais um porta-aviões propriamente dito desde a baixa do Príncipe de Asturias em 2013, mas o navio de assalto anfíbio Juan Carlos I ainda conta com uma rampa e opera aviões AV-8B Harrier, cuja substituição ainda não está definida (situação em setembro de 2026).
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