Sabia…
O que acontece quando a cabine de um avião se despressuriza?
Resposta direta
As máscaras de oxigénio caem automaticamente e os pilotos iniciam uma descida de emergência até cerca de 3.000 m, onde se consegue respirar sem ajuda. A manobra dura poucos minutos e é bem treinada; o verdadeiro perigo é o tempo de consciência útil, que a 12.000 m cai para apenas 15 a 20 segundos.

O que acontece nos primeiros segundos
A cabine de um avião comercial é mantida a uma pressão equivalente a uma altitude de 1.800 a 2.400 m (6.000-8.000 ft), apesar de o avião voar a 11.000 m. Se essa pressão se perde, o ar da cabine equilibra-se com o ar exterior. Numa descompressão rápida, forma-se por breves instantes uma névoa de vapor de água condensado, acompanhada de um estrondo, uma onda de frio e pressão nos ouvidos.
O perigo imediato é a hipóxia. O tempo de consciência útil – os segundos em que uma pessoa ainda é capaz de agir eficazmente – diminui muito com a altitude: a 12.000 m (40.000 ft) são apenas 15 a 20 segundos. Por isso as tripulações insistem em colocar primeiro a própria máscara antes de ajudar outros: quem hesita para ajudar alguém pode perder a capacidade de fazer as duas coisas.
A reação da tripulação
Os pilotos têm máscaras de pressão positiva ao alcance, concebidas para serem colocadas em menos de cinco segundos. Depois de garantir o seu próprio oxigénio, iniciam uma descida de emergência: reduzem a potência, estendem os spoilers e descem à velocidade máxima permitida até 3.000 m (10.000 ft), uma altitude em que o ar ambiente é suficiente para respirar. A descida pode ser concluída em poucos minutos.
Os geradores da cabine
As máscaras dos passageiros não estão ligadas a um depósito comum: na maioria dos aviões, cada compartimento tem um gerador químico que produz oxigénio quando a máscara é puxada, durante um período limitado que cobre o tempo necessário para a descida. Por isso é preciso puxar o tubo com força e não apenas colocar a máscara no rosto. O próprio avião está concebido para voar sem problemas a baixa altitude; a descompressão obriga a uma aterragem no aeródromo adequado mais próximo, mas não compromete a estrutura.
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