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Por que os P-40F da «Torch» traziam uma bandeira na fuselagem?

Resposta direta

Para dissuadir as forças da França de Vichy de os abaterem: os aviões com escarapela de bordo amarelo recebiam por vezes uma bandeira norte-americana diante da escarapela. O bordo amarelo visava evitar que os norte-americanos abatessem aviões britânicos que não reconheciam, mas não deu resultados significativos.

Por que os P-40F da «Torch» traziam uma bandeira na fuselagem?
Hawker Hurricane Mk. IIC

Marcas para uma invasão contra franceses

Durante a Operação Torch, a invasão norte-americana do norte da África, esses P-40F foram catapultados de um porta-aviões dos Estados Unidos com pilotos das Forças Aéreas do Exército (USAAF). Pela frente, os pilotos franceses do GC II/5 combatiam os Grumman F4F Wildcat da Marinha norte-americana sob a bandeira da França de Vichy, aliada da Alemanha. Os aviões que traziam escarapelas com bordo amarelo por vezes incorporavam bandeiras norte-americanas diante das escarapelas, numa tentativa de dissuadir as forças de Vichy de os abaterem. Uma fotografia da época mostra Daniel Rathbun a decolar com o seu caça P-40 do USS Chenango (CVE-28) em direção a terra para operações de combate em Marrocos, por volta de 10 de novembro de 1942, com as marcas da bandeira norte-americana e o cabo da catapulta ainda visível por trás do avião.

Uma marca que não cumpriu a sua função

O bordo amarelo das escarapelas era usado com a ideia de que reduziria os casos de norte-americanos a abater aviões britânicos que lhes eram desconhecidos. Não deu resultados significativos e os incidentes de fogo amigo continuaram. Em junho de 1943 o anel amarelo tinha sido abandonado, quando os aviões passaram para a insígnia de estrela com barras brancas e bordo vermelho.

Três dias de combate e uma mudança de lado

As hostilidades duraram apenas três dias: a 11 de novembro de 1942, as forças francesas de Vichy no norte da África juraram lealdade ao general Charles de Gaulle, comandante da França Livre. A 8 de janeiro de 1943, a recém-reconstituída força aérea da França Livre recebeu formalmente em Casablanca os seus primeiros aviões de combate de primeira linha, Curtiss P-40F, entregues pela USAAF.

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