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Por que o porta-aviões se chama Gerald Ford?

Resposta direta

Porque a Marinha dos EUA nomeia os seus porta-aviões nucleares mais recentes com nomes de presidentes, e Gerald R. Ford serviu também como oficial a bordo do porta-aviões leve USS Monterey no Pacífico, durante a Segunda Guerra Mundial. O nome do CVN-78 tornou-se oficial em janeiro de 2007, semanas após a sua morte.

Por que o porta-aviões se chama Gerald Ford?
USS Gerald R. Ford (CVN-78) em doca seca, vista frontal, 2013

Uma tradição de nomes presidenciais

A Marinha dos EUA deu a quase todos os seus porta-aviões nucleares mais recentes nomes de presidentes: a Nimitz é a excepção original, mas seguiram-se a Eisenhower, Roosevelt, Lincoln, Washington, Truman, Reagan e Bush. Quando chegou o momento de nomear o primeiro navio de uma nova classe, a escolha recaiu sobre Gerald R. Ford, que morrera em 26 de dezembro de 2006. O então secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, anunciou-o na cerimónia fúnebre em Grand Rapids, e a Marinha tornou-o oficial em 16 de janeiro de 2007.

Um presidente que foi oficial de porta-aviões

Ford não foi uma escolha meramente simbólica. Juntou-se à reserva naval em 1942 e serviu a bordo do porta-aviões leve USS Monterey (CVL-26) como oficial de defesa antiaérea e de navegação. Participou em campanhas no Pacífico e viveu o tufão Cobra, em dezembro de 1944, que danificou gravemente o navio e quase o atirou ao mar. Essa carreira naval tornou o seu nome uma ligação direta entre a tradição da aviação naval e o navio que abre a nova geração.

O navio e a sua classe

O USS Gerald R. Ford (CVN-78) foi batizado em 2013 e entrou em serviço em julho de 2017, com a filha do presidente, Susan Ford Bales, como madrinha. É o primeiro navio da classe Ford, que vai substituindo gradualmente a classe Nimitz e dispõe de catapultas eletromagnéticas (EMALS), um sistema de travagem avançado, uma ilha mais pequena e recuada e reatores com uma potência elétrica muito superior. Seguem-se o John F. Kennedy (CVN-79), o Enterprise (CVN-80) e o Doris Miller (CVN-81), este último o primeiro porta-aviões batizado com o nome de um marinheiro afro-americano em vez de um presidente, mostrando que o costume dos nomes presidenciais é tradição e não regra fixa.

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