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Por que é que o Canberra não levava armamento defensivo?

Resposta direta

Porque era isso que o requisito exigia: a especificação do Air Ministry de 1944 para sucessor do Mosquito, na sua revisão inicial E.3/45, exigia um bombardeiro rápido e de grande altitude sem armamento defensivo. Esse armamento tinha historicamente mostrado não estar ao nível dos caças, e o ganho de desempenho permitiu ao Canberra evitar o combate ar-ar.

Por que é que o Canberra não levava armamento defensivo?
Tripulação do bombardeiro Canberra da RAAF (1 LRF)

Uma exigência de 1944

O Canberra teve origem formal num requisito emitido em 1944 pelo Air Ministry para substituir o de Havilland Mosquito; essa especificação, na sua revisão inicial E.3/45, pedia um bombardeiro rápido e de grande altitude que não devia ser equipado com armamento defensivo.

Desempenho em vez de torres

Seguindo também a filosofia do Mosquito, o Canberra foi concebido sem armamento defensivo, que historicamente se tinha mostrado incapaz de competir com os caças, e o ganho de desempenho resultante permitiu-lhe evitar por completo o combate ar-ar. O primeiro dos protótipos, o VN799, realizou o seu voo inaugural em 13 de maio de 1949. Em maio de 1951, o Canberra entrou em serviço de esquadrão na RAF.

Altitude e produção

Em 4 de maio de 1953, o Canberra B.2 WD952, equipado com motores Rolls-Royce Olympus, estabeleceu um récorde mundial de altitude ao voar a 63 668 ft (19 406 m). Em 28 de agosto de 1957, o Canberra B.2 WK163, com um motor-foguete Napier Double Scorpion, alcançou um récorde de altitude de 70 310 ft (21 430 m). Foram fabricados 901 Canberra nos diversos fabricantes britânicos e, somando a produção sob licença no estrangeiro, a produção mundial chegou a 1.352 aparelhos. A USAF decidiu encomendar 403, construídos sob licença pela Glenn L. Martin Company como B-57 Canberra. As Government Aircraft Factories montaram localmente 48 para a Real Força Aérea Australiana.

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