Sabia…
Por que o Concorde deixou de voar?
Resposta direta
O Concorde foi retirado em 2003 por deixar de ser viável: altos custos de manutenção em aeronaves com quase 30 anos, alto consumo de combustível por passageiro, rotas só sobre o mar pela proibição do estrondo sônico, e a queda na demanda após o acidente de 2000 e o 11 de setembro. A Airbus também retirou seu apoio.
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Um avião dos anos 1960
O Concorde voou pela última vez em 24 de outubro de 2003, quando a British Airways realizou seu último voo comercial; a Air France já o havia retirado de serviço em 31 de maio. As aeronaves tinham entre 23 e 27 anos e baseavam-se numa tecnologia congelada no final dos anos 1960: aviônica que ninguém mais fabricava e uma estrutura que exigia inspeções cada vez mais caras. A Airbus, como sucessora da Aérospatiale e da British Aircraft Corporation responsável pelo suporte, anunciou em 2003 que deixaria de manter a certificação – e nenhum avião comercial pode voar sem um fabricante por trás dele.
A conta nunca fechou de verdade
O programa franco-britânico custou muito mais do que o previsto, e os dois governos acabaram entregando as aeronaves às suas companhias aéreas nacionais. Mesmo assim, operar um Concorde era extremamente caro: a Mach 2 e a 18.000 metros (60.000 pés) de altitude, seus quatro motores Olympus consumiam, por passageiro, muitas vezes mais combustível que um 747, e o avião só podia voar sobre o mar, pois o estrondo sônico era proibido sobre terra. A British Airways conseguiu operar o Concorde com lucro como produto de luxo entre Londres e Nova York; a Air France, com menos tráfego premium, mantinha a operação com dificuldade.
O golpe final
Dois eventos selaram seu destino. A queda do voo 4590 da Air France em Gonesse, em 25 de julho de 2000, obrigou a frota a permanecer em terra por mais de um ano, enquanto os tanques de combustível e os pneus eram modificados a grande custo. Quando as aeronaves voltaram a operar em novembro de 2001, os atentados de 11 de setembro já haviam esvaziado a classe executiva transatlântica, e a ocupação nunca se recuperou. Com a receita caindo, os custos de manutenção subindo e o fabricante retirando seu apoio, as duas companhias anunciaram em 10 de abril de 2003 o fim da operação. Hoje, os 18 Concordes preservados estão expostos em museus da Europa e dos Estados Unidos.
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