Sabia…
Por que o Athena acabou com motor de pistão Merlin?
Resposta direta
A mudança não partiu da Avro: em junho de 1947 o Ministério do Ar decidiu que já não precisava de um treinador triplace com turbo-hélice e publicou a especificação T.14/47, que pedia um biplace com motor de pistão. Exigia o Rolls-Royce Merlin, abundante entre os excedentes de guerra face a turbo-hélices novas e caras.

Uma especificação que mudou a meio do caminho
Em março de 1945, o Ministério do Ar publicou a especificação T.7/45, que pedia um novo avião de treino avançado para substituir a frota de North American Harvard da RAF. A intenção era que essa nova geração de treinadores avançados preparasse melhor os pilotos para voar em aviões de combate a jato. Em junho de 1947, apenas seis semanas após o primeiro voo do Balliol, o Ministério decidiu que já não precisava de um treinador triplace com turbo-hélice e publicou uma nova especificação, a T.14/47, desta vez para um treinador biplace com motor de pistão.
Por que um Merlin
A nova especificação pedia concretamente um treinador biplace movido por um motor de pistão Rolls-Royce Merlin. Esse motor estava disponível em grande número entre os excedentes sobrantes da guerra, em vez de turbo-hélices caras que teriam de ser comprados novos. A Boulton Paul recebeu um contrato para quatro novos protótipos sobre a célula P.108 existente, mas com o Merlin, aproveitando esse abundante excedente, enquanto os quatro protótipos já em curso seriam concluídos com o turbo-hélice Mamba.
O Athena frente ao Balliol
O Athena da Avro figurou entre as propostas apresentadas por outros fabricantes. Após uma avaliação extensa, o Balliol impôs-se nos ensaios comparativos frente ao Athena. No início de 1950, foi feita uma encomenda de produção em grande escala do Balliol T.2 com motor Merlin. Os Balliol de série levavam um único Rolls-Royce Merlin. Essas encomendas, de dimensão considerável, serviram para substituir parte dos Harvard em serviço na RAF.
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