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Por que o Blackburn B-2 perdeu para o Tiger Moth?

Resposta direta

Perdeu pela disposição da cabine: Portugal avaliou o prototipo em Lisboa em setembro de 1932 e, embora o avião se tenha comportado bem e recebido comentários favoráveis dos oficiais, estes preferiam uma cabine em tandem ao assento lado a lado do B-2 e optaram pelo de Havilland Tiger Moth.

Por que o Blackburn B-2 perdeu para o Tiger Moth?
Fleet Model 2

Um treinador metálico para suceder ao Bluebird

A Blackburn desenvolveu o B-2 no início da década de 1930 como sucessor do seu anterior treinador Bluebird IV. Mantinha a configuração básica do modelo anterior, incluindo a disposição dos assentos lado a lado, mas distinguia-se sobretudo por ter sido reprojetado com uma fuselagem semimonocasco totalmente metálica em vez do revestimento de metal e tecido do seu antecessor. O prototipo, matriculado G-ABUW, realizou o seu primeiro voo em 10 de dezembro de 1931 em Brough.

A avaliação portuguesa

Em setembro de 1932 o prototipo foi enviado a Lisboa para ser avaliado por Portugal; segundo os relatos, o avião comportou-se bem nessa avaliação e suscitou alguns comentários favoráveis dos oficiais examinadores, mas os portugueses preferiam uma cabine em tandem e acabaram por optar pela aquisição do treinador rival, o de Havilland Tiger Moth.

A carreira do B-2

Foram fabricados 42 B-2 contando o prototipo, com uma produção que se prolongou até 1937. Os últimos três foram vendidos ao Air Ministry e destinados de imediato à escola de voo de Brough, onde operaram com marcas da RAF. Em fevereiro de 1942 os aparelhos restantes foram transferidos para a RAF, que os atribuiu ao Air Training Corps. Apenas dois B-2 sobreviveram para voar no pós-guerra, e um deles perdeu-se num acidente em 16 de junho de 1951.

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