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Como o operador guiava o míssil Bullpup?

Resposta direta

Visualmente e com um manche: o piloto ou operador de armas acompanhava o Bullpup observando seus sinalizadores e o dirigia ao alvo com um joystick que enviava ordens por rádio. O guiamento consistia em manter a posição dos sinalizadores de cauda alinhada com sua linha de visão ao objetivo.

Como o operador guiava o míssil Bullpup?
A-4C do VA-15 com míssil Bullpup, 1967

Por que o Bullpup foi criado

O desenvolvimento começou em 1953, quando a experiência da Guerra da Coreia mostrou a incapacidade quase total do bombardeio convencional de atacar alvos terrestres pontuais como pontes. Nesse mesmo ano foi lançado um concurso para uma arma que levasse a bomba AN-M57 ou AN-M81 e alcançasse uma velocidade máxima de Mach 2; o contrato foi vencido pela Martin Marietta em abril de 1954.

Sinalizadores, joystick e rádio

O piloto acompanhava o voo do míssil por meio de dois sinalizadores brilhantes situados em sua cauda e fazia correções com um pequeno manche na cabine. As ordens desse comando chegavam à arma por sinais de rádio. A seção de cauda abrigava os dois sinalizadores de rastreamento e asas maiores que sustentavam o voo e ajudavam a evitar que a célula rolasse. O trabalho do piloto era, portanto, comparar continuamente a posição dos sinalizadores com a visão direta do alvo. A variante AGM-12C pesava 1.785 libras (810 kg).

O preço de guiar até o impacto

O sistema de guiamento obrigava o piloto a voar em linha reta para não perder o Bullpup de vista, o que aumentava a ameaça das defesas antiaéreas. Os artilheiros em terra podiam simplesmente disparar contra o rastro de fumaça do sinalizador do míssil, com boas chances de acertar o avião que o havia lançado e continuava guiando-o.

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