Variante do Junkers F 13
Junkers F 13 Rimowa / Junkers Flugzeugwerke F 13 (réplica)
Um F 13 de construção nova impulsionado por Dieter Morszeck, antigo proprietário da Rimowa, e produzido numa série curta primeiro pela Rimowa Flugzeugwerke e depois pela Junkers Flugzeugwerke AG na Suíça. Voou oficialmente pela primeira vez em 15 de setembro de 2016, usa um radial Pratt & Whitney R-985 Wasp Junior de 450 hp e obteve a certificação em 2018.

- 15 de setembro de 2016
- Primeiro voo
- 2
- Unidades construídas
- 639 km
- Alcance
- 4
- Passageiros
História
Um avião novo, não um original restaurado
A réplica moderna do F 13 não é uma célula histórica que voltou a voar: só sobrevivem cinco aparelhos originais, todos peças de museu. Trata-se de uma construção inteiramente nova. A ideia de um F 13 voador surgiu em 2013 e foi assumida por Dieter Morszeck, então proprietário do fabricante de malas Rimowa; o seu gosto pelos aviões Junkers vinha de família, já que o seu pai tinha produzido a primeira mala de viagem em duralumínio, o mesmo material corrugado que a Junkers usava para revestir os seus aviões. A Wikipédia em inglês situa o início de um projeto de reconstrução germano-suíço em 2009; a Wikipédia em alemão e a AOPA dão 2013 como o ano em que Morszeck o assumiu.
Reconstruir sem os desenhos completos
O primeiro obstáculo foi a documentação: restavam muito poucos desenhos técnicos do F 13, e os que existiam estavam danificados e incompletos. A resposta veio do Musée de l'Air et de l'Espace, em Le Bourget, Paris, que conserva um F 13 sem motor. Com a autorização do conservador, o aparelho foi cuidadosamente desmontado e digitalizado a laser, e os desenhos da reconstrução foram elaborados a partir dessa digitalização, juntamente com os planos originais que sobreviveram. O resultado tem cerca de 2600 peças e dezenas de milhares de rebites.
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A estrutura foi construída pela Kaelin Aero Technologies GmbH, em Oberndorf am Neckar, Alemanha, empresa de Dominik Kaelin, especialista na restauração de estruturas e componentes de aviões antigos. Como se tinha perdido o saber-fazer necessário para fabricar essas peças, a sua equipa teve de reinventar métodos e materiais; quando terminaram, cada peça do aparelho tinha sido feita de raiz.
O que mantém e o que muda
Por fora, o aparelho é o mais fiel possível ao original, com o mesmo revestimento corrugado de duralumínio. A referência escolhida foi uma versão americana de exportação, o Junkers-Larsen JL-6, cujo aspeto exterior reproduz. O que muda é aquilo que voar com segurança hoje exige. O motor é um radial americano Pratt & Whitney R-985 Wasp Junior de conceção dos anos 1930, com 450 hp (cerca de 336 kW), em vez dos motores em linha refrigerados a água dos F 13 de série. O trem de aterragem tem suspensão, travões modernos e uma roda de cauda em vez de um patim. A cabine de pilotagem conta com um ecrã primário de voo, um ecrã multifunção, rádios modernos, um transponder e comandos de motor atuais, embora continue aberta e o vento continue a bater no rosto do piloto.
A disposição interior segue o original: uma cabine fechada com quatro assentos de passageiros em couro, dispostos frente a frente, e, à frente, separado por uma janela, o cockpit aberto de dois lugares. Não é possível chegar até ele a partir da cabine e não tem porta exterior; a tripulação entra pela asa.
Dados do fabricante
Segundo o folheto da Junkers Aircraft, a réplica tem 14,85 m de envergadura, 9,60 m de comprimento e 3,11 m de altura. Pesa 1616 kg vazio, tem um peso máximo à descolagem de 2000 kg e uma carga útil de 384 kg. A AOPA, por sua vez, indicava em 2019 um peso vazio de 3430 libras (cerca de 1556 kg). A velocidade máxima é de 226 km/h, a de cruzeiro de 158 km/h e a mínima de 95 km/h; o depósito tem capacidade para 386 l e o consumo ronda os 86 l/h de gasolina de aviação. A AOPA indicou em 2019 um alcance de 345 milhas náuticas, cerca de 640 km.
Primeiro voo, matrículas e certificação
O primeiro aparelho, número de construção 13-001, foi inscrito no registo suíço como HB-RIM em nome da Rimowa Flugzeugwerke AG em 24 de agosto de 2016. Realizou um primeiro voo em 9 de setembro de 2016 no aeródromo militar de Dübendorf, seguido do voo inaugural oficial em 15 de setembro de 2016. A certificação de tipo chegou em 2018. Em abril de 2019 foi apresentado na feira Aero, em Friedrichshafen, e nesse mesmo ano na EBACE.
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Enquanto o protótipo foi construído sob o nome Rimowa Flugzeugwerke, em 2015 fundou-se novamente em Dübendorf a sociedade anónima Junkers Flugzeugwerke AG, com o consentimento oficial dos herdeiros de Hugo Junkers; mudou-se depois para Widnau e Altenrhein. O segundo aparelho, 13-002, foi matriculado como HB-RIA em 13 de dezembro de 2019 em nome desta empresa; foi exibido na Aero 2022, participou na exibição aérea OldtimAir no Stanserhorn em julho de 2022, e está previsto que seja usado pela associação Junkers Luftverkehr para voos de passageiros a partir de Altenrhein. O terceiro, 13-003, continuava em construção em Oberndorf segundo a informação mais recente disponível.
Vendas e a mudança para os Estados Unidos
Desde o início estava prevista uma série de produção curta para venda. O preço varia consoante a fonte e a data: 2,2 milhões de dólares (Wikipédia em alemão), 2,5 milhões (Wikipédia em inglês) e 2,8 milhões no valor citado pela AOPA em 2019. Morszeck tinha também comprado a Waco Classic Aircraft, que expôs ao lado do F 13 em Friedrichshafen, e as vendas nos Estados Unidos eram geridas através da Waco, em Battle Creek, Michigan. O HB-RIM foi retirado do registo suíço em 14 de julho de 2021, enviado para os Estados Unidos e matriculado N13JU em nome do grupo DIMOR/Waco em 31 de março de 2022. Em julho de 2022 foi apresentado em Oshkosh no stand da Waco Aircraft Corporation, que o tem usado desde então como aparelho de demonstração.
Multimédia
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